Agents of S.H.I.E.L.D. pós-hiato: impressões e expectativas


Agents of S.H.I.E.L.D. pós-hiato: impressões e expectativas;

Agents of S.H.I.E.L.D. é uma série repleta de altos e baixos. O início da primeira temporada não sabia muito bem onde se encaixar no Universo Marvel, e demorou um pouco para pegar o ritmo e encontrar a melhor forma de ligar seus acontecimentos aos acontecimentos do restante dos filmes da franquia. No entanto, ao encontrar esse equilíbrio, a série foi capaz de entregar um ótimo final de temporada, que se juntou ao filme “Capitão América 2: O Soldado Invernal” de forma coerente e que trouxe informações adicionais aos fãs do universo. A segunda temporada investiu fortemente nos relacionamentos entre os personagens, decisão acertada e que trouxe um desenvolvimento muito maior desses e tornou todos os arcos dramáticos mais interessantes. Mas, e a terceira temporada? Correndo o risco de cair em um ciclo repetitivo, a série conseguiu continuar inovando, trazendo diferentes dinâmicas entre os personagens e investindo em novas estruturas de episódios, como o ótimo “4,722 Hours”. Resta saber o que a segunda metade da temporada nos reserva.

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Agents of S.H.I.E.L.D

Com três episódios já lançados, a segunda metade da temporada tem um tom muito diferente de antes do hiato. Os fãs de FitzSimmons devem estar sentindo falta das interações entre a dupla, que foram o foco principal do início da terceira temporada. Responsáveis pela maior parte dos momentos dramáticos da série, os dois personagens foram deixados um pouco de lado após o retorno para que outras histórias pudessem ser desenvolvidas, uma decisão que faz sentido quando se leva em consideração o número de personagens que a série possui. Essa grande quantidade de personagens em um espaço tão curto de tempo é um defeito e uma qualidade simultaneamente, pois faz com que muitos arcos pareçam esquecidos ou abordados muito rapidamente (vide Lash, que não dá sinais há alguns episódios). Por outro lado, é essa grande quantidade de personagens que torna a série interessante e faz com que ela não caia na monotonia.

O primeiro episódio após o retorno, “Bouncing Back”, foi bastante morno. Embora não tenha sido ruim, faltou aquele algo a mais que se espera depois de uma pausa tão longa. Os acontecimentos adicionaram elementos importantes ao enredo da temporada, mas falharam um pouco em de fato empolgar a audiência e matar as saudades. Para quem achava que finalmente a saga de Ward tinha chegado ao fim, vemos que o Ward Zumbi (ou Hive, para os íntimos) está se recuperando, com o agravante dos agentes não terem ideia de sua existência. Isso vai causar um conflito interessante se e quando os planos de Malick virarem realidade, mas enquanto isso eu, pessoalmente, só tenho uma gastura tremenda ao ver as interações dos dois na tela.

 

O segundo episódio, “The Inside Man”, lembrou um pouco os episódios da primeira temporada da série. A dupla Coulson e Talbot tem uma ótima química, e vai ser interessante vê-los interagindo mais de perto nesse retorno da série. Ver a equipe trabalhando em conjunto também sempre traz uma energia diferente para a série, que tem a seu favor o fato de que o elenco funciona bem mesmo em duplas não usuais, como May e Hunter. A grande revelação foi, com certeza, o fato de que Ward Zumbi está cada vez mais forte e que não deve demorar para que o exército de inumanos afete os agentes.

“Parting Shot”, o terceiro episódio, foi Agents of S.H.I.E.L.D. que conhecemos e amamos. Com ação e situações emocionais em doses certas, o episódio serviu de despedida para Bobbi e Hunter, que partem para o spin-off “Marvel’s Most Wanted”. Fica a dúvida se retirar dois dos melhores personagens da série foi a melhor decisão, considerando o episódio de qualidade trazido por eles essa semana. Os outros personagens ficaram um pouco esquecidos, mas se juntaram em uma cena final que mostra que o ponto forte da série é realmente o relacionamento entre cada um deles.

Daqui para frente, provavelmente veremos um Coulson cada vez mais agressivo. O personagem já deu indícios de estar disposto a tomar decisões difíceis para fazer um bom trabalho e conforme o conflito entre os agentes e Malick se desenvolver, Coulson deve mostrar ainda mais esse lado. O relacionamento entre Fitz e Simmons parece estar finalmente entrando nos eixos, e fica a espera por um final menos trágico para os dois nessa temporada. Já Daisy e Lincoln continuam mornos como sempre, e é hora de a série trazer Trip de volta ou entender que as cenas não-românticas de Daisy são muito mais interessantes. Com a chegada de “Capitão América 3: Guerra Civil” cada vez mais próxima, cresce também a expectativa para ver como a série vai lidar com os acontecimentos do filme, que prometem impactar todo o Universo Marvel.

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