Max Payne – O melhor da Ação

Max Payne! Esse nome ecoa até hoje na cabeça de milhares de fãs. Hoje em dia já é considerado uma série, pois 3 jogos foram lançados – Max Payne 2 em 2003 e Max Payne 3 em 2012 (sim, um intervalo absurdo de 9 anos). Max Payne foi lançado em 2001 para PC, X-Box, PS2 e, posteriormente, relançado para IOS, Android e PS4. A produtora foi a gloriosa, e finlandesa, Remedy Entertainment e distribuído pela Rockstar – empresa está que assumiu por completo a produção dos jogos subsequentes.

O jogo virou um marco no mercado. Não apenas para o gênero ação mas para o mundo de games. Haja vista que foi um dos primeiros, se não o primeiro, a utilizar o efeito “bullet time”. Este efeito ficou muito famoso com a saga de filmes Matrix nas cenas em que Neo desvia das balas e a câmera focaliza nas mesmas e não no personagem. Somente por este efeito o game já estava fazendo uma revolução. Mas muito mais seria apresentado: história excelente, boas falas, gráficos de última linha (para a época), trilha sonora marcante, personagens carismáticos. Ou seja, o jogo foi uma obra prima.

Vamos à história: Max Payne é um policial que possuía uma vida feliz e, como ele mesmo descreve “o sonho americano”. Até que um certo dia, após o trabalho, ele encontra a mulher e sua filha (que ainda era um bebe) mortas em casa. Mas os autores do crime ainda estavam por lá, esta é a cena que o jogador passa a comandar o personagem. Após matar os 3 bandidos, Max se mostra desesperado e ao mesmo tempo em total busca por vingança.

O game inteiro conta a história de uma forma como se fosse uma HQ (história em quadrinhos). Isso faz com que o jogador fique ainda mais preso, já que a mistura de cenas rápidas, tiras em quadrinhos e o próprio jogo resulte em uma experiência totalmente envolvente e de altíssima qualidade.

Ao longo do jogo, seu melhor amigo é assassinado; Max passa de policial a procurado pela polícia; e o principal: descobre que o assassinato de sua família foi apenas o topo de uma cadeia imensa de eventos e fatos que giravam em torno de uma nova droga chamada V. Payne anda pelas mais diversas espeluncas e locais destruídos da cidade, e cabe a você ir “limpando” toda a sujeira.

No Brasil o jogo foi lançado totalmente em português, hoje isso é muito comum, mas na época era uma grande novidade. Diferente de muitos jogos atuais em que a dublagem é, no mínimo, questionável, a dublagem de Max Payne era divertida e bem-feita. As vozes foram escolhidas e produzidas de forma a deixar o jogo mais cômico, mas sem perder a seriedade. A voz de Max combina com o personagem temos de agradecer ao ator e dublador Mauro Castro.

                                                                    

Os jogos subsequentes tiveram grande qualidade, mas não a mesma que o primeiro. Apesar do terceiro game da série ter sido muito ovacionado e ter recebido um trabalho imenso de divulgação, isso se deve mais ao fato da grande espera dos fãs e da mídia especializada do que outra coisa. Impossível negar seu valor e importância, além de dar vida ao personagem novamente, mas não é algo tão impactante quanto foi o primeiro. Espero que a Rockstar lance um quarto jogo em breve e que seja mais parecido com suas origens.

                                         

 

Mesmo hoje em dia este jogo irá lhe surpreender. No mínimo você terá boas horas de grande diversão. Convido a todos a testarem o game, independentemente de plataforma, e colocarem nos comentários o que acharam.

Hydro Thunder – melhor série de corrida na água

Acredito que nem todos se lembram deste game que foi um verdadeiro clássico e divisor de águas em termos de corrida marítima, ou corrida com barcos e afins. Ao longo dos anos vários jogos de corrida na água foram lançados, mas a maioria consiste em corrida de jet-skis ou algo similar. Mas Hydro Thunder veio para mudar isso.

Lançado em 1999 para os consoles DC, N64, Playstation e para Arcade. Até hoje lembro da máquina de árcade deste fabuloso game. Era fantástica. E nada melhor que poder jogar em casa algo que goste tanto no árcade. A empresa Midway, empresa monstra há alguns anos fez um trabalho majestoso. Mas infelizmente nunca mais vimos tamanha qualidade em games de corrida aquática.


O game possuia, basicamente, corrida simples contra o computador; corrida contra outro jogador; e corrida de dois jogadores contra o computador e entre si.
Ainda havia a opção de treino e alguns mini desafios que eram usados para liberar os barcos.

Mas em que, de fato, consistia o game? Eram várias lanchas potentes e muito estilizadas, que corriam por cenários muito bem elaborados e, alguns, bem fantasiosos. Como qualquer outro jogo de corrida o principal objetivo era chegar em primeiro. Ao longo do trajeto havia turbos que faziam sua velocidade aumentar muito, além do fato de jogar os barcos adversários pelos ares, ao acertá-los.

No início só há opção de escolher um barco. Mas ao longo do tempo e que o jogador vai completando o game, outras lanchas são liberadas. Chegando ao ponto de diversos barcos absurdos, mas muito divertidos, serem liberados, tais como o Titanic e um pato de borracha gigante.

O que falar dos cenários. Muito divertidos. Essa é a melhor definição. Os cenários possuem várias características peculiares como vulcões, partes escuras, interatividade, partes de mexem e caminhos alternativos.

Os fãs dessa grande série tiveram que aguardar 11 anos até que houvesse uma continuação. Em 2010 foi lançado Hydro Thunder Hurricane para PC e X-Box 360. Os gráficos melhoraram muito e a jogabilidade manteve sua estrutura básica, porém melhorada. Realmente foi um presente fantástico ter este game de volta. Depois de 11 anos, jogar essa continuação fez os olhos ficarem marejados.
Infelizmente nessa época a Midway já havia falido e quem assumiu a produção foi a Vector Unity. Fizeram um bom trabalho, mas longe de podermos comparar com o primeiro.

Novamente só temos a agradecer a Midway por ter feito com que nossa infância e juventude tenha sido ainda mais feliz. Triste que empresas que tenham produzidos jogos tão bons, hoje em dia tenham falido ou sido vendidas e descaracterizadas, tais como SNK e Rare. Mas seus grandes feitos ficarão, para sempre, em nossos corações.

Mario Tennis – maior série de games sobre o esporte

Mario Tennis é mais uma das séries de esporte lançadas pela gloriosa Nintendo. Além de tênis, a Nintendo já produziu games sobre golfe (acho que pode deixar com o E no final, porque em português é assim), baseball, futebol, corrida de kart e outras. Mas, sem dúvidas, Mario Tennis foi a melhor delas, chegando ao nível de qualidade de séries como Mario Party.

Poucos sabem, mas o primeiro game da série não foi o Mario Tennis para N64. O primeiro foi o Mario’s Tennis para Virtual Boy (VBOY), que foi lançado em 1995, mas acabou falindo e foi descontinuado pela Nintendo, tudo isso em  um período de menos de 1 ano de lançamento. É uma pena, haja vista que o console possuía uma ideia muito boa que era proporcionar uma maior imersão do jogador com efeitos 3D e algo muito primitivo de realidade virtual. Como sempre, a Nintendo sendo pioneira no mundo dos games, mas desta vez não com a maestria que estamos acostumados. Os gráficos do jogo eram pífios, mas a ideia continua sendo revolucionaria, apesar de ter sido melhor introduzida pela indústria dos games somente nos últimos anos.

 

Apenas 5 anos depois teríamos o prazer de jogar o jogo que explodiu a série e a colocou no mapa da diversão dos gamers. Lançado para N64, Mario Tennis foi um marco para o console, para a Nintendo e para o que havia sobre o esporte em termos de games. Já existiam outras séries, inclusive com lendas do tênis como Guga, Andre Agassi, Pete Sampras, Michael Chang e outros, mas Mario Tennis proporcionou diversão sem igual com excelentes gráficos e agradável trilha sonora. Diversos cenários foram introduzidos, com todos os tipos de quadra existentes no mundo real. Era possível de se jogar de simples ou duplas. Havia diversos campeonatos e sagrando-se campeão, era possível ganhar itens ou personagens especiais.
Os gráficos eram de primeiríssima qualidade, com efeitos divertidos e dinâmicos. Muitas cores foram utilizadas, aproveitando ao máximo a capacidade do console.
A trilha sonora era divertida e os efeitos sonoros possuíam qualidade. Tudo havia um som bem colocado, o quicar da bolinha na quadra; a torcida alvoroçada; o som dos jogadores a cada raquetada; a comemoração dos mesmos; além dos sons nos menus e transições de telas.
A jogabilidade era a melhor até então para jogos de tênis. Nada daquela mecânica travada e que deixa o gamer nervoso sem entender como o personagem foi bater na bolinha muitos segundos depois que você apertou. Quando se apertava o botão para correr, ele realmente corria e chegava na bolinha. Se apertava para bater, ele batia na bolinha corretamente. A Nintendo se atentou para o fato de haver 3 variedades de golpes básicos no tênis: top-spin, slice e lob. E possibilitou realizar, também, saques com estes tipos de batidas.
Realmente uma obra prima!

 

Em 2004 foi lançado para GameCube, e posteriormente para Wii, a continuação Mario Power Tennis. O jogo seguia os moldes do anterior, mas estava com gráficos e jogabilidade melhor. Se atentaram para uma ou outra questão que podia ser melhorada e o fizeram. Praticamente foi o mesmo jogo de 64 mas com gráficos melhores e jogabilidade aperfeiçoada.

No ano seguinte, foi lançado Mario Tennis: Power Tour para GBA. Obviamente que a Nintendo não deixaria seu console portátil sem um game dessa magnifica série. Os gráficos surpreendem pelo número de cores e a vivacidade da imagem. Há um lado bem interessante neste game que não existia até então: ele possui um pouco de RPG na história. Ou seja, não é apenas ligar, escolher o personagem e ir para a quadra, você possui diálogos e locais para andar, cenários etc. O lado ruim é que acabaram focando muito nisso e o número de personagens para escolha é grande, porém a maioria é de personagens do jogo e não os famosos, como foi comum nos jogos anteriores.

Em 2012 foi lançado Mario Tennis Open, para o outro portátil da Nintendo 3DS. Os gráficos possuem grande qualidade, ainda mais se considerarmos que o console era portátil. Mas não teve grandes novidades, sem contar as possibilidades interessantes graças ao sistema do 3DS. Os personagens principais da Nintendo, para este tipo de jogo, voltaram a reinar sozinhos e o game foi mais um grande sucesso.

Em 2015 foi lançado o último jogo da série, até então, Mario Tennis: Ultra Smash para WiiU. Gráficos fantásticos, jogabilidade muito boa e aperfeiçoada. Jogadas sensacionais e já estava na hora da série receber essa atenção e um jogo para uma plataforma deste porte, já que o último jogo para um console assim foi em 2004, mais de 10 anos antes. Realmente, as cores e os sons chamam a atenção do jogador e despertam aquele sentimento e vontade de pegar uma raquete e sair batendo em tudo.

A Nintendo fez um ACE ao criar está série e a hora em que lançar um jogo novo para seu último console, Switch, teremos a sensação de ganhar uma partida por duplo 6-0.
Nintendo! Parabéns e obrigado!

Fighters Destiny – Qual foi seu destino?

Quem não passou horas jogando Fighters Destiny para N64? Você não foi um desses casos? Então tire seu N64 do armário e arranje este jogo agora, ou baixe um emulador e vivencie este sensacional game de luta.
Fighters Destiny foi lançado em 1998 somente para Nintendo 64. Teve uma boa recepção apesar de ter sido lançado em uma época complicada. Explico: a década de 1990 foi a que mais games de luta foram lançados. E é por este motivo que foi a melhor e a pior hora, já que era o melhor momento para este tipo de jogo, mas com o número de concorrentes como Street Figher, Mortal Kombat e King of Fighters no mercado, seria difícil se manter nele ou brigar de igual para igual com essas séries.

Havia nove jogadores iniciais no jogo e mais cinco que seriam desbloqueados caso o jogador completasse alguns desafios. Além disso havia um cenário para cada lutador regular. A qualidade gráfica impressionava por ser um pouco acima da média e com boa qualidade em momentos de luta e combos, ainda mais se pensarmos que nesta época não havia games de luta para plataformas do nível do N64. Mas, convenhamos, poucos jogos de luta possuem gráficos que se destacam (em relação ao todo já lançado).

O som era comum e mediano como outros jogos de luta da época. Os personagens não possuíam falas e apenas barulhos ou grunhidos com algumas poucas palavras. A música era simples e não foi boa o suficiente para marcar o game. Mas vale o esforço da produtora que não fez como muitos outros games de luta que possuem músicas repetitivas e desagradáveis.

Nessa época ainda não havia qualquer tipo de história envolvida em jogos de luta, pelo menos não contada no game em si. Digo isso, pois todos sabemos que todos os jogos de luta possuem uma história por trás de cada jogador e que é interligada com o game. Entretanto, essas histórias normalmente são contadas em revistas, HQs, mangas ou animes e não no game em si.

Voltando aos quesitos que devem ser observados: a jogabilidade era interessante, mas no início precisava se acostumar um pouco. Como o jogo possuía muitos elementos 3D, ele não era um jogo de plataforma comum em que o personagem vai para esquerda, direita ou salta, e, sim, ele conseguia ir para todos os cantos do cenário e isso fazia com que o jogador tivesse que se adaptar a este sistema.


O sistema de luta era basicamente igual a outros jogos: dois tipos de soco e chute, um mais forte e um mais fraco; as duas coisas na parte de baixo e as duas coisas com salto; e alguns movimentos especiais com combinação de botões + o direcional.
O oponente podia perder de duas formas: quando estivesse em uma condição muito crítica ou quando caísse do tablado (arena). Exatamente o que você leu, quando ele caísse, já que todas arenas eram tridimensionais e, desta forma, você conseguia ver onde a mesma acabava e era neste ponto em que o lutador caía, ou sem querer ou porque o outro jogador o forçava para lá.

Destaco alguns jogadores interessantes e inusitados: Abdul, um lutador da Mongólia obcecado com cultura árabe; Ninja, um ninja japonês interessante; Pierre, um palhaço francês; Bob, um lutador brasileiro; mais um palhaço, esse mais maluco e este russo Joker; Rob, um robô de treino usado para ser saco de pancada; e Master, um mestre japonês.


Em 2000 foi lançado uma sequência para o jogo, mas não teve a mesma repercussão e qualidade do anterior. Foi lançado para N64, assim como seu antecessor, mas infelizmente nada aconteceu ou tivemos notícias sobre novos jogos. O primeiro foi produzido pela Genki e distribuído pala Ocean. Enquanto que o segundo foi produzido pela Imagineer Opus e distribuído pelo SouthPeak.

Esperamos que esta série seja revivida e ressurja de maneira triunfante. Desta vez com uma história boa e bons gráficos. Seria um deleite para os fãs da série e para gamers que gostam de jogos de luta.

Cruis’n – A melhor série de Corrida

Cruis’n USA foi é um clássico dos jogos de corrida. Foi o primeiro de uma série de seis jogos com o título Cruis’n, sendo o último em 2007 e um que estrou esse ano, mas com poucas informações até agora. Apesar de grande sucesso e repercussão, seu impacto foi diminuindo ao longo das sequências.


O primeiro game da série foi um estouro e chegou a ser enviado junto do Nintendo 64 durante um período. Seu estilo era uma revolução para a época, com bons gráficos, trilha sonora de qualidade e mecânica fácil de ser utilizada, marcou a história da Nintendo, do console e da empresa produtora, Midway. Empresa essa que teve seu auge nos anos 1990, mas que há tempos não tem emplacado nenhum jogo de grande público ou crítica.
Além de cinco carros iniciais, você conseguia desbloquear outros carros como uma viatura da polícia, um ônibus escolar e outros. Havia cerca de 20 pistas para o jogador queimar pneu aos montes.



Quem vai esquecer da torcida comemorando sua vitória na chegada, ou a moça de biquíni com o troféu, ou ainda o modo como era possível escolher as letras para colocar na placa com seu recorde? Não, meu amigo, jamais esqueceremos de cada detalhe deste que fez história e pavimentou a estrada para que jogos como Forza e Need For Speed pudessem correr.
Em 1998 é lançado a sequência, Cruis’n World, que tinha como pretexto fazer o jogador correr em diversos lugares pelo mundo. O jogo foi bem interessante, com mais carros e pistas que o primeiro, além de cenários ainda mais ricos e desenvolvidos. Rússia, EUA, Alemanha eram apenas alguns dos países que podiam ser visitados, mas muito mais podia ser visto, como florestas, lagos, cavernas e até uma pista que passava dentro do mar (por meio de um túnel) existia.


Apenas um ano depois, o que nos faz pensar qual o motivo que levou a Midway e a Nintendo quererem lançarem com tão curto espaço de tempo outro jogo da série, foi lançado Cruis’n Exotica. Este game foi lançado para N64 e árcade (mesmas plataformas dos anteriores) mas, também, para GBC. Esqueça parâmetros e sentido em jogos de corrida, pois este jogo foi um mais maluco da série. Você podia correr em pistas como a Lua, dentro do mar, desertos absurdos e muitos outros lugares não muito usuais. Os carros continuavam se inovando e proporcionando várias opções interessantes ao jogador.

Os fãs da série estavam totalmente alvoroçados contando que, com a chegada do Game Cube, outro jogo seria lançado e mais pistas e carros fantásticos surgiriam. Mas não foi o que aconteceu. O Game Cube não recebeu nenhum game da série e o jogo seguinte foi Cruis’n Velocity, lançado em 2001 apenas para GBA.


Ninguém ouviria mais nada sobre a série até 2007, quando o game Cruis’n foi lançado. Unicamente para Nintendo Wii, não empolgou muito ficou longe da repercussão dos primeiros jogos. Mas foi bom sentir e ver que um pouco dessa clássica saga estava viva. Porém, poderiam ter feito bem mais e com mais qualidade do que foi apresentado.


Mais um espaço de tempo, absurdo, de 10 anos ocorreu e este ano foi lançado em janeiro o game Cruis’n Blast. Lançado somente e, infelizmente, para Arcade, coisa cada vez mais rara no Brasil e por isso, dificilmente veremos por aqui. Mas o que mais chama atenção é que a empresa responsável é Raw Thrills e não a Midway. Isso se deve, pois, a antiga criadora e detentora dos direitos da série faliu em 2009. Muitos dos funcionários dessa foram para a Raw Thrills e, desta forma, muito dos jogos anteriores está presente neste novo game. Pouco é sabido sobre o jogo a não ser o fato de manter a base dos jogos anteriores e fazer bonito nos gráficos e jogabilidade. Convenhamos nada como jogar corrida em árcade.


Fato é: jamais esqueceremos dessa série fantástica, suas pistas e carros diferentes. Midway: obrigado por tanta alegria e horas de diversão. E que seus antigos funcionários continuem fazendo mágica, estejam onde estiverem.

Final Fight – o melhor do Beat-‘Em-Up

Desde o lançamento do primeiro jogo da série, em 1989, Final Fight marcou o mercado dos games principalmente quanto ao gênero Beat-‘Em-Up (jogos em que o personagem vai andando pelo cenário, que também é continuo, e detonando os inimigos que vão aparecendo). Mesmo com 28 anos de história, possui apenas 8 jogos, mas já figurou em 20 plataformas e teve alguns de seus personagens jogáveis e não jogáveis em outros jogos como Street Fighter.


Mike Haggar, Cody Travers e Guy se juntam para resgatar Jessica Haggar, filha de Mike que é sequestrada pela gangue Mad Gear. Mike é prefeito de Metro City, cidade em que passa a história, e desta forma possui um dever pessoal em resgatar a filha, mas também um dever cívico e moral para com os cidadãos da cidade para acabar com a violência. Esta é a história do primeiro jogo. Os jogos seguintes possuem outras histórias, mas nada que seja muito autêntico.
A grande verdade é que esta série sempre teve como objetivos principais fazer o jogador se divertir e revolucionar os jogos do gênero. Digo com tranquilidade que ele conseguiu atingir ambos com louvor.

Infelizmente o último jogo da série foi em 2010. E este, na realidade, é uma espécie de revival dos antigos. São dois jogos em um título, com características e essência bem parecida com os jogos iniciais. Mas foi um presente e motivo de alegria a todos os fãs do gênero e dos jogos do prefeito Haggar. Chega a ser estranho mais jogos não terem sido lançados, talvez porque este tipo de jogo tenha perdido um pouco de espaço ao longo dos últimos 10 anos e seu ápice foi na década de 90. No entanto, com a ebulição de jogos indie sendo lançados, principalmente para PC, diversos jogos e estilos esquecidos ou deixados de lado pelas grandes produtoras têm ressurgido. Desta forma, não duvido nada que Final Fight ganhe um novo episódio em breve.

Poucas pessoas que jogaram vídeo games na década de 90 não sabem o que é Final Fight. Podem não lembrar dos nomes Mike, Cody, Guy ou Metro City, mas na hora que uma imagem aparece todos soltam a frase “ah sim, agora sei”. Este fantástico jogo foi relançado para o glorioso portátil da Nintendo Game Boy Advance (GBA) em 2001 intitulado como Final Fight One.

Alguns personagens famosos em games da série Street Fighter vieram daqui: Rolento, o militar; Sodom, o samurai; e Poison, a garota ladra – que muitos dizem ser um travesti. Além deles, outros personagens já figuraram jogos da Capcom, mesmo que de passagem ou como meros figurantes. Fato é que Final Fight marcou uma década, uma geração e um gênero. Ficará em nossa memória para sempre e terá nossa eterna gratidão. Capcom está de parabéns, mas estaria bem mais se criasse um novo game para a série. Por que não aproveitar os novos consoles e tecnologias? Ou por que não fazem como a SNK que relançou (ou liberou os direitos) de Metal Slug na STEAM?

CAPCOM, obrigado!

The Vanishing of Ethan Carter – Mistério de altíssimo nível!

O que esperar de um walking simulator (simulador de andar – traduzindo quase que literalmente do inglês)? Este tipo de jogo é geralmente deixado de lado por muitos gamers e aficionados por jogos, mas não se deixe enganar. Este jogo é um dos mais sensacionais do gênero e que inclui mistério, leve terror, investigação e muito suspense. Não somente isso, mas gráficos de excelente qualidade; história extremamente polida; personagens marcantes e de qualidade.

A história é um tanto quanto nebulosa. Ao chegar ao final do jogo você não sabe se o seu personagem está morto ou vivo e nem o nome dele, além de não conseguir descobrir seu rosto, em momento algum. Isso faz a história ficar ainda mais interessante, pois diversas questões aparecem em sua cabeça, tais como: quem sou eu? Como soube do que aconteceu aqui se estou morto? Então estou vivo, será? Quem é Ethan Carter? O que aconteceu de tão grave nesta cidade, vilarejo que não há sequer uma pessoa viva? Perguntas, inclusive, aparecem em diversas partes do jogo, para intrigar o jogador, mas também para ajudá-lo.


Ethan Carter é, ou era, um menino que de alguma forma entrou em contato com você pedindo socorro, mas nada além disso. Ou seja, algo muito vago e misterioso.
Durante vários momentos do jogo se prepare para aquele frio na espinha no mais alto grau. A ideia é que você, sendo detetive, consiga achar todas as pistas e reconstituir todas as mortes e desta forma entender o caso. Mas não se engane, isto não é um game policial e sim investigativo. A equipe é constituída por você e você somente. Mas isso não é um jogo de fases e sim um excelente open world (de mundo aberto em que é possível transitar por todas as áreas sem qualquer limitação.

Ao longo do game diversos flashes aparecem com os personagens que fazem parte da história e que de alguma forma foram assassinados ou são assassinos. Já aviso desde agora para os que possuem certo medo de jogos de terror ou de cenas horripilantes: o jogo possui apenas uma cena verdadeiramente terrível, não falarei o que é exatamente mas adianto que está na mina de carvão. Mas mesmo para estes medrosos, e me incluo nisso, não deixe de jogar este fabuloso jogo.

Os cenários são belíssimos e a música de primeira qualidade. Mas deixo um alerta: tente esclarecer os casos na ordem correta. Como descobrir qual a ordem é o problema. Sugiro usarem um guia. De toda forma explore o jogo ao máximo. Vá em cada canto, veja cada detalhe observe o cenário, sinta o game. Recomendo jogar no escuro e com fone de ouvido de qualidade para viver ao máximo esta história.

Ethan, don’t worry. I’m coming for you! (Ethan, não se preucupe. Estou chegando – traduzido não literalemente)!

The Banner Saga – Simplesmente espetacular

O que falar deste jogo que, mesmo sendo recente (2014),  já pode ser considerado um clássico? The Banner Saga se passa no mundo e cultura Viking / nórdica e possui diversos elementos que o remete aos países escandinavos. O game por si só é uma obra de arte: belas cores; música boa, de qualidade, tocada nos momentos corretos, além de muito caracterizada; personagens carismáticos e com histórias envolventes; mecânica simples, porém completa.

Este jogo, ganhador de diversos prêmios, trouxe aos gamers algo que até pouco tempo era raro, mas que está “virando moda”: a cultura nórdica. Isso inclui deuses nórdicos como Thor, Loki, Odin entre outros; paisagens de países como Dinamarca, Noruega e/ou Islândia; criaturas como gigantes de gelo, guerreiros vikings e outros elementos que já existem em muitos games mas poucos sabem que são originários da mitologia nórdica (como elfos, duendes e um certo tipo de feitiçaria).

Pensando exclusivamente em The Banner Saga, o jogo traz a seguinte história: há os Varls, gigantes – meio humanos, mas totalmente vikings –, os humanos, e os Dredges – criaturas que até então estavam extintas mas ressurgiram com o único objetivo de exterminar tudo e a todos. A história possui acontecimentos que mudam conforme as escolhas do jogador. É possível começar de duas formas: ou com o Varl Vognir, ou com o humano caçador, o Rook. De toda forma ambos se encontram ao longo do caminho e de uma forma ou de outra você escolherá as ações desses e muitos outros ao longo do tempo.
Não quero dar spoilers, mas basicamente você escolhendo quaisquer um dos personagens, este virá acompanhado de outros personagens de menor importância, mas que participam da história de uma forma ou de outra. Cada um, Vognir ou Rook, possui um caminho a seguir e objetivos a cumprir, e ao longo deste caminho o jogador vai passando por cidades e vilarejos, além de encontrar pessoas e criaturas pelo caminho, se deparando com diversas situações nas quais terá que decidir como agir.

O jogo possui um sistema interessante: com exceção do combate, a história é narrada e o cenário é mostrado de forma distante, mas muito bem desenhada. Quanto ao combate é turn-based (por turnos) de forma tradicional, porém com animações interessantes e com algumas falas durante o mesmo. Os diálogos, durante a história, são contatos em primeira pessoa, mas como se fosse uma espécie de cena congelada. (Veja as imagens para entender melhor).


Basicamente, isso é o que é necessário de se entender de The Banner Saga: é um jogo com uma história rica e bem amarrada, mas que ao chegarmos ao final ficamos tristes por ter acabado e querendo muito mais; possui cores riquíssimas, além de ser muito bem desenhado e com bons gráficos – apesar de ser um jogo com cenas quase congeladas; sistema de combate por turnos e trama contada de forma chamada “novelist” em inglês; possui uma trilha sonora bonita e de altíssima qualidade.


Foi lançada uma continuação no ano passado, mas que não teve a mesma repercussão do primeiro, e a qual muitos consideram mais uma expansão do que um segundo jogo de fato. De toda forma, quaisquer conteúdos a mais para este fenômeno são bem-vindos.
Aproveitem este clássico e Hail!

Winback – Um obrigado de todos os Shooters


Um clássico jamais esquecido. É praticamente impossível alguém que se considere gamer de verdade não ter jogado ou, pelo menos, ouvido falar em Winback (também conhecido como WinBack: Covert Operations). Esse foi um dos melhores jogos de tiro já lançados. Talvez você se lembre do jogo e esteja se perguntando: mas esse jogo não era tão bom assim, era? Já explico o porquê de eu considerá-lo desta forma.

Winback foi um dos primeiros games que possibilitou ao jogador se esconder atrás de objetos e obstáculos para se proteger dos tiros inimigos. Hoje em dia isso é bem comum – principalmente em quase todos os jogos shooter –  mas antes, mais precisamente durante a década de 90, isso era raro e uma grande novidade.

Como se não bastasse esta revolução, ele também disponibilizava mais de 15 armas diferentes e contava com mais de 20 personagens jogáveis no Multiplayer e que apareciam, de alguma forma, durante o jogo versão história.

O jogo, lançado em 1999, final do século 20, dava início a um novo conceito aos shooter games. Mas, infelizmente, tenho a impressão de que nunca teve o reconhecimento merecido. Apesar de sempre conseguir boas notas em reviews de revistas e sites especializados, não foi um game que explodiu em vendas.


A história é a seguinte: um grupo terrorista chamado Crying Lions pretende dominar o mundo, e cabe à Jean-Luc Cougar, membro da Strategic Covert Actions Team, impedir este grupo. A história, de fato, é um pouco rasa. Mas para a época, poucos games de tiro possuíam histórias elaboradas ou realmente fantásticas, ainda mais games que fossem mais específicos de policiais, swat ou grupos especiais. Ou seja, não estou comparando com games mais elaborados como Max Payne.

O sistema multiplayer é bem completo e divertido, pois, além dos diversos personagens e armas, há um número considerável de fases disponíveis. Há ainda um sistema de treino, em que o jogador será instruído de como jogar e se adaptar ao jogo. Ele será treinado pelos melhores instrutores da Strategic Covert Actions Team.

O jogo teve uma continuação intitulada Winback 2: Project Poseidon, lançado em 2006 para Xbox e PS2. Mas teve uma recepção ruim de público e crítica. Uma pena, certamente, haja vista que um título tão memorável como o primeiro merecia uma sequência muito melhor e respeitosa.

Veja abaixo este vídeo que possui a apresentação do game e alguns minutos da primeira parte e sinta o nível deste magnifico game:
https://www.youtube.com/watch?v=S3PFBiyRM-8

Mas, evidentemente, todos que passaram horas e horas acabando com Crying Lions, na pele de Jean-Luc, lembrarão com muito prazer e alegria de momentos de tensão e emoção em busca de justiça que, além de revolucionários, foram fantásticos.