Brooklyn Nine-Nine: humor leve e ótimos personagens


Brooklyn Nine-Nine: humor leve e ótimos personagens;

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Brooklyn Nine-Nine: humor leve e ótimos personagens

De vez em quando surgem séries que aparentemente ninguém mais além de você assiste. Quando Brooklyn Nine-Nine foi ao ar em 2013, as expectativas de quem conhecia as mentes por trás da série eram altas. Criada por Dan Goor e Michael Schur, que também foram roteiristas de séries como The Office e Parks and Recreation, Brooklyn Nine-Nine não foi imediatamente abraçada pelo grande público. Ao ganhar o Globo de Ouro com apenas doze episódios exibidos, a série evitou o cancelamento e, de bônus, ganhou mais alguns fãs. Desde então, Brooklyn Nine-Nine cresceu e evoluiu até chegar em sua terceira temporada, e se manteve consistente como poucas outras séries conseguem.

O ponto mais forte de Brooklyn Nine-Nine é que, ao contrário de outras séries do gênero, ela é conduzida primariamente por seus personagens. Isso não significa que as situações nas quais eles são colocados não sejam importantes, mas sim que todos os personagens são tão bem desenvolvidos que quase qualquer situação em que sejam inseridos funciona bem. A série produziu diversas sequências de episódios ao longo das três temporadas, e essa repetição de fórmulas só é bem-sucedida porque os personagens que estamos acompanhando não ficam parados em um mesmo ponto, mas crescem junto com a série.

Sem dúvidas o roteiro é a parte mais importante no processo de criação de personagens tridimensionais. O personagem Raymond Holt, por exemplo, interpretado por Andre Braugher, é um capitão da polícia negro e homossexual. No entanto, em nenhum momento essas são as únicas características que o definem, ou são os pontos focais de seu personagem. Ao contrário, a série utiliza essas características para criar um personagem muito mais complexo que, como todos nós, possui defeitos, qualidades e dificuldades. O mesmo vale para Jake Peralta, interpretado por Andy Samberg, que começou a série sendo o típico personagem masculino e piadista que não necessariamente acrescenta nada à narrativa a não ser momentos cômicos, mas foi desenvolvido de forma é capaz de demonstrar fragilidades, dúvidas, e um lado que se importa com quem trabalha ao seu lado no precinto.

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A questão da representação em Brooklyn Nine-Nine também é algo que a difere de outras séries. Seu elenco principal é composto por duas mulheres latinas e dois homens negros, fazendo com que a série represente muito mais fielmente a sociedade nova-iorquina do que outras, como Girls, que se passam no mesmo lugar mas ignoram a diversidade da cidade.

Por fim, as atuações dão o tom que quem assistia Parks and Recreation já conhece. Todos os atores são muito entrosados, e isso fica evidente quando a série faz duplas diferentes das quais estamos acostumados. Os relacionamentos são desenvolvidos de forma orgânica e sem exageros, e é notável que todos os personagens se importam uns com os outros, eliminando a necessidade de fazer um humor “mau”.

Brooklyn Nine-Nine é uma das melhores séries de comédia no ar atualmente, e vale muito a pena dar uma chance a ela. Órfãos de The Office e Parks and Recreation provavelmente vão encontrar uma nova favorita.

 

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