LISTA | 5 documentários da Netflix que vão expandir sua visão de mundo

LISTA | 5 documentários da Netflix que vão expandir sua visão de mundo;

Blackfish

LISTA | 5 documentários da Netflix que vão expandir sua visão de mundo

O serviço de streaming Netflix se tornou o queridinho dos cinéfilos e viciados em séries de tv, como todos sabem. Mas nela também estão guardados verdadeiros tesouros em forma de documentários, que envolvem vários assuntos, desde a vida de cantores famosos até o dia-a-dia de empregadas domésticas. Aqui vai uma lista com 5 documentários imperdíveis na Netflix, capazes de expandir a sua visão de mundo de tal forma que você poderá se tornar outra pessoa após assisti-los.

5 –  Blackfish (2014)

Blackfish

Blackfish é um documentário que trata da manutenção de baleias “assassinas” em cativeiro, e o quanto essa prática é abusiva com esses animais, fazendo-os se tornarem realmente agressivos e perigosos. São relatos de treinadores, público, representantes do SeaWorld e vários especialistas, que sustentam de forma muito coerente seus pontos de vista. O filme é muito impactante, e fará com que você reveja seus conceitos sobre muitas coisas, abrindo os olhos para uma realidade que muitas vezes nos fechamos e aprendemos a ver com normalidade.

4 – Zeitgeist (2007)

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Este documentário certamente divide opiniões, principalmente pelo fato de expor questões religiosas e dogmáticas. Zeitgeist desfaz facilmente muitas certezas sobre questões religiosas, o ataque de 11/09, o sistema financeiro e outras questões que esses tópicos envolvem. É um daqueles filmes conspiratórios. Para quem gosta do gênero, considero uma ótima pedida. Zeitgeist é para dar uma “viajada” assistindo, pois ele exige um pouco de imaginação e, claro, que tenhamos senso crítico para extrair os prós e contras das ideias que ele desenvolve. Se você não gosta de ter suas certezas desafiadas, ele pode te incomodar muito.

3 – The True Cost (2015)

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Esse documentário é bastante novo na Netflix, sendo lançado no fim do ano passado. Um dos últimos filmes que vi e que me deixaram realmente estarrecida. Ele aborda a questão da exploração e escravidão que existe por trás da indústria da moda, principalmente fast fashion. É claro que eu já tinha ouvido falar, lido textos e estava um pouco familiarizada com essa situação, mas ouvindo as histórias sendo documentadas e os relatos de crianças trabalhando em tempo integral,  eu senti que precisava desse documentário para perceber que o mundo é muito maior do que está de baixo do meu nariz. Existem realidades que não fomos apresentados.

2 – Doméstica (2013)

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Documentário nacional que segue uma linha bastante inovadora.  Gabriel Mascaro entrega uma câmera para 5 famílias monitorarem o trabalho de suas empregadas domésticas no serviço, além dele mesmo filmar-se durante o serviço, contando histórias, anseios e medos. É muito interessante e verdadeiro, além de propor discussões muito validas. O fato das empregadas manusearem a câmera e gravarem a si mesmas estabelece uma relação muito orgânica com o espectador.  Com um pouco de sensibilidade, é possível sentir a tristeza implícita em cada situação documentada.

1 –  Ônibus 174 (2002)

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Tem como não se sentir uma pessoinha egoísta que vive numa bolha de privilégios depois de assistir este documentário? Ônibus 174 também se passa no Brasil. É a história de um dos assaltos mais famosos da história do país, no Rio de Janeiro, onde um homem sequestrou o ônibus 174. O filme vai além do que foi televisionado, mostrando o passado de Sandro (o autor do assalto), aprofundando-se em todas as camadas de sua vida para tentarmos entender um pouco a problemática da violência no Brasil. Documentário muito forte, triste e desanimador em muitos níveis, para se dizer o mínimo.  Ônibus 174 foi dirigido por José Padilha (Tropa de Elite e Narcos) com maestria. Esteja preparado para levar muitos tapas na cara.

Brooklyn Nine-Nine: humor leve e ótimos personagens

Brooklyn Nine-Nine: humor leve e ótimos personagens;

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Brooklyn Nine-Nine: humor leve e ótimos personagens

De vez em quando surgem séries que aparentemente ninguém mais além de você assiste. Quando Brooklyn Nine-Nine foi ao ar em 2013, as expectativas de quem conhecia as mentes por trás da série eram altas. Criada por Dan Goor e Michael Schur, que também foram roteiristas de séries como The Office e Parks and Recreation, Brooklyn Nine-Nine não foi imediatamente abraçada pelo grande público. Ao ganhar o Globo de Ouro com apenas doze episódios exibidos, a série evitou o cancelamento e, de bônus, ganhou mais alguns fãs. Desde então, Brooklyn Nine-Nine cresceu e evoluiu até chegar em sua terceira temporada, e se manteve consistente como poucas outras séries conseguem.

O ponto mais forte de Brooklyn Nine-Nine é que, ao contrário de outras séries do gênero, ela é conduzida primariamente por seus personagens. Isso não significa que as situações nas quais eles são colocados não sejam importantes, mas sim que todos os personagens são tão bem desenvolvidos que quase qualquer situação em que sejam inseridos funciona bem. A série produziu diversas sequências de episódios ao longo das três temporadas, e essa repetição de fórmulas só é bem-sucedida porque os personagens que estamos acompanhando não ficam parados em um mesmo ponto, mas crescem junto com a série.

Sem dúvidas o roteiro é a parte mais importante no processo de criação de personagens tridimensionais. O personagem Raymond Holt, por exemplo, interpretado por Andre Braugher, é um capitão da polícia negro e homossexual. No entanto, em nenhum momento essas são as únicas características que o definem, ou são os pontos focais de seu personagem. Ao contrário, a série utiliza essas características para criar um personagem muito mais complexo que, como todos nós, possui defeitos, qualidades e dificuldades. O mesmo vale para Jake Peralta, interpretado por Andy Samberg, que começou a série sendo o típico personagem masculino e piadista que não necessariamente acrescenta nada à narrativa a não ser momentos cômicos, mas foi desenvolvido de forma é capaz de demonstrar fragilidades, dúvidas, e um lado que se importa com quem trabalha ao seu lado no precinto.

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A questão da representação em Brooklyn Nine-Nine também é algo que a difere de outras séries. Seu elenco principal é composto por duas mulheres latinas e dois homens negros, fazendo com que a série represente muito mais fielmente a sociedade nova-iorquina do que outras, como Girls, que se passam no mesmo lugar mas ignoram a diversidade da cidade.

Por fim, as atuações dão o tom que quem assistia Parks and Recreation já conhece. Todos os atores são muito entrosados, e isso fica evidente quando a série faz duplas diferentes das quais estamos acostumados. Os relacionamentos são desenvolvidos de forma orgânica e sem exageros, e é notável que todos os personagens se importam uns com os outros, eliminando a necessidade de fazer um humor “mau”.

Brooklyn Nine-Nine é uma das melhores séries de comédia no ar atualmente, e vale muito a pena dar uma chance a ela. Órfãos de The Office e Parks and Recreation provavelmente vão encontrar uma nova favorita.

 

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Agents of S.H.I.E.L.D. pós-hiato: impressões e expectativas

Agents of S.H.I.E.L.D. pós-hiato: impressões e expectativas;

Agents of S.H.I.E.L.D. é uma série repleta de altos e baixos. O início da primeira temporada não sabia muito bem onde se encaixar no Universo Marvel, e demorou um pouco para pegar o ritmo e encontrar a melhor forma de ligar seus acontecimentos aos acontecimentos do restante dos filmes da franquia. No entanto, ao encontrar esse equilíbrio, a série foi capaz de entregar um ótimo final de temporada, que se juntou ao filme “Capitão América 2: O Soldado Invernal” de forma coerente e que trouxe informações adicionais aos fãs do universo. A segunda temporada investiu fortemente nos relacionamentos entre os personagens, decisão acertada e que trouxe um desenvolvimento muito maior desses e tornou todos os arcos dramáticos mais interessantes. Mas, e a terceira temporada? Correndo o risco de cair em um ciclo repetitivo, a série conseguiu continuar inovando, trazendo diferentes dinâmicas entre os personagens e investindo em novas estruturas de episódios, como o ótimo “4,722 Hours”. Resta saber o que a segunda metade da temporada nos reserva.

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Agents of S.H.I.E.L.D

Com três episódios já lançados, a segunda metade da temporada tem um tom muito diferente de antes do hiato. Os fãs de FitzSimmons devem estar sentindo falta das interações entre a dupla, que foram o foco principal do início da terceira temporada. Responsáveis pela maior parte dos momentos dramáticos da série, os dois personagens foram deixados um pouco de lado após o retorno para que outras histórias pudessem ser desenvolvidas, uma decisão que faz sentido quando se leva em consideração o número de personagens que a série possui. Essa grande quantidade de personagens em um espaço tão curto de tempo é um defeito e uma qualidade simultaneamente, pois faz com que muitos arcos pareçam esquecidos ou abordados muito rapidamente (vide Lash, que não dá sinais há alguns episódios). Por outro lado, é essa grande quantidade de personagens que torna a série interessante e faz com que ela não caia na monotonia.

O primeiro episódio após o retorno, “Bouncing Back”, foi bastante morno. Embora não tenha sido ruim, faltou aquele algo a mais que se espera depois de uma pausa tão longa. Os acontecimentos adicionaram elementos importantes ao enredo da temporada, mas falharam um pouco em de fato empolgar a audiência e matar as saudades. Para quem achava que finalmente a saga de Ward tinha chegado ao fim, vemos que o Ward Zumbi (ou Hive, para os íntimos) está se recuperando, com o agravante dos agentes não terem ideia de sua existência. Isso vai causar um conflito interessante se e quando os planos de Malick virarem realidade, mas enquanto isso eu, pessoalmente, só tenho uma gastura tremenda ao ver as interações dos dois na tela.

 

O segundo episódio, “The Inside Man”, lembrou um pouco os episódios da primeira temporada da série. A dupla Coulson e Talbot tem uma ótima química, e vai ser interessante vê-los interagindo mais de perto nesse retorno da série. Ver a equipe trabalhando em conjunto também sempre traz uma energia diferente para a série, que tem a seu favor o fato de que o elenco funciona bem mesmo em duplas não usuais, como May e Hunter. A grande revelação foi, com certeza, o fato de que Ward Zumbi está cada vez mais forte e que não deve demorar para que o exército de inumanos afete os agentes.

“Parting Shot”, o terceiro episódio, foi Agents of S.H.I.E.L.D. que conhecemos e amamos. Com ação e situações emocionais em doses certas, o episódio serviu de despedida para Bobbi e Hunter, que partem para o spin-off “Marvel’s Most Wanted”. Fica a dúvida se retirar dois dos melhores personagens da série foi a melhor decisão, considerando o episódio de qualidade trazido por eles essa semana. Os outros personagens ficaram um pouco esquecidos, mas se juntaram em uma cena final que mostra que o ponto forte da série é realmente o relacionamento entre cada um deles.

Daqui para frente, provavelmente veremos um Coulson cada vez mais agressivo. O personagem já deu indícios de estar disposto a tomar decisões difíceis para fazer um bom trabalho e conforme o conflito entre os agentes e Malick se desenvolver, Coulson deve mostrar ainda mais esse lado. O relacionamento entre Fitz e Simmons parece estar finalmente entrando nos eixos, e fica a espera por um final menos trágico para os dois nessa temporada. Já Daisy e Lincoln continuam mornos como sempre, e é hora de a série trazer Trip de volta ou entender que as cenas não-românticas de Daisy são muito mais interessantes. Com a chegada de “Capitão América 3: Guerra Civil” cada vez mais próxima, cresce também a expectativa para ver como a série vai lidar com os acontecimentos do filme, que prometem impactar todo o Universo Marvel.

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Artigo: O melhor e o pior da 10a temporada de “The X-Files”

Artigo: O melhor e o pior da 10a temporada de “The X-Files”

 

Os seis novos episódios de X-Files demoraram a chegar, mas não foram (nem de longe) suficientes para matar as saudades de Mulder e Scully. Os dois agentes estavam fora das telas desde “Eu Quero Acreditar”, filme lançado em 2008 que deixou grande parte dos fãs da série insatisfeitos com o desfecho dado aos personagens. Finalmente, depois de diversas negociações malsucedidas para a realização de um terceiro filme, a emissora, o criador e os atores chegaram em um acordo para a produção de uma temporada reduzida da série.

Como sempre em The X-Files, foi uma temporada permeada por altos e baixos. Mesmo nas melhores épocas do seriado, era comum assistir um episódio incrível como “Pusher” (S03E17) e, na semana seguinte, encontrar um desastre como “Teso dos Bichos” (S03E18). Em uma temporada com 24 episódios, como foram a maioria das temporadas da série, essas variações de qualidade eram aceitáveis e até esperadas. No entanto, em um espaço de tempo tão reduzido como o de seis episódios, todos deveriam manter o mesmo padrão, mesmo que alguns avancem a mitologia da série e outros sejam episódios no formato “monstro da semana”.

X-Files

O ponto alto da nova temporada foi, com certeza, o episódio cômico “Mulder and Scully Meet the Were-Monster”, terceiro episódio exibido. Escrito e dirigido por Darin Morgan, o episódio entra para a lista de melhores episódios da série. Ele é cômico e nostálgico, e retoma muitas das características que tornaram X-Files uma série tão querida pelos fãs. Os debates entre Mulder e Scully, a interação desses com a tecnologia (que evoluiu tanto desde a série original) e o próprio monstro funciona muito bem porque não se leva tão a sério. “Home Again”, quarto episódio da temporada, tem um tom completamente diferente mas funciona tão bem quanto o anterior. Scully lida com a perda de sua mãe e com todas as dúvidas e questionamentos acumulados ao longo de 23 anos trabalhando ao lado de Mulder. Gillian Anderson entrega uma atuação digna de prêmios, e finalmente vemos a real profundidade do relacionamento entre esses dois personagens na temporada. Por último, “Founder’s Mutation”, segundo episódio da temporada, não foi tão impactante quanto os dois mencionados anteriormente, mas funcionou bem para reintroduzir os personagens ao telespectador. Ao juntar a mitologia da série com um caso da semana, a série relembra porque sua fórmula funcionava tão bem. A química entre os dois atores principais é a grande razão disso, e é justamente ao não explorar esse elemento que a série se perde.

Fica claro que o maior problema de X-Files, hoje em dia, é o seu criador. Chris Carter escreveu três episódios da temporada, e os três foram bastante criticados pela mídia especializada. “My Struggle”, primeiro episódio do retorno, foi extremamente morno, e tentou relembrar a audiência dos bordões da série e não de suas características. A opção por distanciar os dois personagens principais também é questionável e pouco justificada, e acaba fazendo mais mal do que trazendo alguma tensão. “Babylon” foi o desastre da temporada. Criticado por seu teor extremamente preconceituoso, o episódio tenta ser cômico ao tratar de homens-bomba, tentativa que falha miseravelmente. Com uma cena de abertura interessante e uma cena final que pode agradar os shippers de Mulder e Scully, o restante do episódio pode ser facilmente pulado. Por último, “My Struggle II”, que encerra esse ciclo de episódios, erra a mão ao separar os dois protagonistas por grande parte do episódio. O uso excessivo de conversas científicas que não correspondem nem de longe à realidade também incomoda, e o desfecho foi, no mínimo, anticlimático. Carter precisa construir uma equipe que molde melhor suas ideias, e o impeça de realizar plots que não acrescentem nada à série ou, pior, diminuam toda a história que essa já possui.

Nesse momento, não existe confirmação oficial de uma 11a temporada, mas todas as partes envolvidas já expressaram interesse em realizá-la se o cronograma funcionar para os atores. Considerando a forma como a temporada terminou, só nos resta aguardar que a próxima trará um desfecho mais satisfatório.

Artigo: Girl Power – 8 filmes com mulheres fortes

Girl Power: 8 filmes com mulheres fortes

Girl Power: 8 filmes com mulheres fortes

Girl Power: 8 filmes com mulheres fortes

No dia 8 de março, essa semana, foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Ainda não é tão tarde para listar meus 8 filmes favoritos com mulheres fod*s, não é mesmo? Aqui estão reunidos filmes que protagonizam mulheres e que tentam representá-las muito além do “sexo frágil”. Em alguns deles elas nem são protagonistas, mas é como se fossem. As mulheres retratadas nesses filmes são fortes, empoderadas e absolutamente incríveis! Confira a lista.

8. À Prova de Morte (Death Proof), 2007

Eu poderia colocar nessa lista vários filmes do Tarantino como Kill Bill, Bastardos Inglórios e Jackie Brown, filmes onde as mulheres não estão ali só de enfeite: elas são cruciais para o desenvolvimento dessas estórias. Mas eu resolvi escolher apenas um: Death Proof, que é um daqueles filmes com tantas mulheres incríveis que você termina querendo ser amiga delas. Você torce e vibra com elas – e nem precisa ser mulher para isso.

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Death Proof (2007) 

7. A Saga Jogos Vorazes (The Hunger Games), 2012-2015

A franquia Jogos Vorazes conquistou um público tão grande porque, dentre outros fatores, protagoniza uma mulher corajosa, forte e que ainda salva todo mundo do filme – inclusive homens. Grande parte das franquias de Hollywood exploram mulheres frágeis e caras que as dominam, mas aqui acontece exatamente o contrário: é a Katniss que rouba a cena.

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Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes

6. Volver, 2006

Do diretor Pedro Almodóvar, Volver é um filme sobre mulheres em situações inusitadas, o que é típico do diretor. As conversas entre as três personagens de uma mesma família envolvem solidariedade feminina, que é o que as mantém unidas, mesmo com todas as diferenças de personalidade.

 

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Volver, de Pedro Almodóvar (2006)

5. Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, 2011

Na versão americana de The Girl With the Dragon Tattoo, que no Brasil foi traduzido para Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (não entendo essas traduções brazucas), temos Rooney Mara como Lisbeth Salander, uma mulher que passou por muitos problemas, que só a fizeram mais forte. Ela é uma hacker vingativa, que protagoniza uma das cenas mais icônicas sobre mulheres que sofreram abuso sexual.

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Lisbeth Salander, interpretada por Rooney Mara na versão americana

4. Mulan, 1998

Ela tinha que estar aqui, representado as mulheres de desenhos animados. A heroína de Valente também é um grande exemplo de protagonista que representa a força feminina, mas a Mulan veio primeiro. Foi e continua sendo até hoje a minha princesa Disney favorita de sempre. A Mulan é corajosa, ao mesmo tempo que doce, meio desastrada, mas uma guerreira. Eu sempre me identifiquei com o fato dela se sentir meio deslocada na sociedade, ao mesmo tempo que só queria dar orgulho aos seus pais. Ela fez eles se orgulharem não por arranjar um bom marido, mas por ter salvado toda a China, algo inimaginável para uma mulher. A considero uma protagonista complexa, mas que ao mesmo tempo, encanta pessoas de todas as idades.

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Mulan, 1998

3. Planeta Terror, 2007

A Cherry Darling (Rose McGowan) era só uma go-go dancer frustrada buscando sentido para sua vida e um uso para seus ditos “talentos inúteis”. E ela encontrou: matar zumbis com sua perna-metralhadora. Não preciso dizer mais nada.

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Rose McGowan em Planeta Terror, 2007

 2. Mad Max – A Estrada da Fúria, 2015

“Nós não somos coisas”. As mulheres em Mad Max lutam para não serem mais vistas como mercadorias. Isso não soa familiar? Furiosa, personagem de Charlize Theron, não está ali para formar par romântico de Max, mas para salvar as Cinco Esposas de suas vidas de abuso e privação.  E para onde ela quer levá-las? Para uma cidade onde as mulheres estão no comando.

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Mad Max – A Estrada da Fúria, 2015

 1. Thelma & Louise, 1991

“Por favor, tenho mulher e filhos”
“Tem mesmo? Sorte a sua. Seja carinhoso com eles. Principalmente com ela. Meu marido não era, e olhe só no que deu”.

Elas são as minhas heroínas. O primeiro exemplo que me vem à cabeça quando eu penso em empoderamento feminino no cinema. Eu já sou apaixonada por road movies, mais ainda quando ele é sobre duas mulheres fugindo de suas vidas sem graça.

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Thelma & Louise, filme de 1991

Esses foram os 8 filmes com minhas personagens femininas favoritas. Aliás, foi bem difícil escolher só oito. De que grande mulher da ficção você sentiu falta nessa lista? Conta pra gente nos comentários.

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3% | A SOCIEDADE DISTÓPICA BRASILEIRA

A trama é a seguinte: em um mundo devastado, todos os jovens que completam 20 anos têm o direito de tentarem passar para o lado bom e melhor da sociedade. Para isso, no entanto, devem enfrentar um processo seletivo muito rigoroso, árduo e até mortal, de modo que apenas 3% dos candidatos conseguem a aprovação.

Interessante, não é? Lembra muito Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner e todas as outras distopias futurísticas. Então se você gosta desse tipo de enredo, já pode adicionar 3% na sua lista de “séries-que-vou-assistir-pra-me-viciar-e-ficar-doido-esperando-novos-episódios”. Esse será o primeiro seriado brasileiro original da Netflix.

3% na verdade teve um piloto divulgado em 2011, produzido pela Maria Bonita Filmes e que recebeu muitas visualizações e críticas positivas. Desde então o projeto procurava algum financiamento ou alguém interessado em desenvolvê-lo.

Quatro anos depois, olha só… A Netflix resolveu apostar na ideia! “A disposição da Netflix de investir em conteúdo brasileiro, talento local e enredo criativo é a chave para o nosso crescimento como indústria”, afirma Tiago Mello, produtor executivo da série.

Diferentemente do piloto, os protagonistas serão João Miguel (Xingu, O Canto da Sereia, Felizes Para Sempre, Estômago) e Bianca Comparato (Sessão de Terapia, Como Esquecer, Avenida Brasil, Sete Vidas). A série será produzida pela Boutique Filmes e dirigida por Cesar Charlone, o diretor do longa-metragem O Banheiro do Papa e que foi indicado ao Oscar pelo trabalho como diretor de fotografia em Cidade de Deus. O roteiro fica por conta de Pedro Aguilera, o mesmo do piloto da websérie.

Piloto da série 3% (2011)

Assim como as demais histórias do gênero, 3% promete tratar de assuntos sérios e criticar determinados aspectos de nossa sociedade. Charlone chegou a comentar a profundidade da narrativa: “Em última instância, a série traz à tona questões sobre a dinâmica da sociedade que impõe constantes processos de seleção pelos quais todos nós temos que passar, gostemos ou não”.

De fato, a qualidade do piloto produzido em 2011 tem muita qualidade e não é à toa que foi muito elogiado. O atrativo também fica por conta do tema de ficção científica, um thriller futurista que atrai grande parcela do público jovem hoje em dia e que não é trabalhado em produções aqui no Brasil. É legal então ver uma série brasileira abordando esse tipo de conteúdo. Só achei uma pena que os atores serão alterados para a nova série.

3% será filmada com tecnologia Ultra HD 4K e está prevista para estrear mundialmente no segundo semestre de 2016. Para a alegria dos viciados de plantão, assim como as demais séries do canal de streaming, todos os episódios serão liberados de uma vez só, como a própria protagonista destaca no vídeo de anúncio.

O que espero é que a série contribua ainda mais para o avanço e reconhecimento do Brasil no mercado audiovisual. Como disse o vice-presidente de conteúdo local e independente da Netflix, Erik Barmack, “Estamos confiantes de que essa premissa fascinante será amplamente apreciada pelos nossos assinantes mundo afora”. Já estou ansioso para assistir!

Confira abaixo o piloto de 3% produzido em 2011:

(OBS: Para o pessoal que se lembrou de A Toca (2013), seriado da produtora criada por Felipe Neto, Parafernalha, a Netflix já tinha deixado claro que se tratava de um conteúdo exclusivo licenciado por ela, e não um “Original Netflix”. Fonte: Gizmodo Brasil)

DISNEY | LISTA DOS CONTOS EM LIVE-ACTION SÓ CRESCE, PARA ALEGRIA DE TODOS

Foi anunciado nesta segunda-feira (20) que mais um desenho animado da Disney vai ganhar sua versão em live-action, A Espada Era a Lei (1963). O roteiro vai ficar por conta de Bryan Cogman, produtor e roteirista de Game of Thrones (omg!!), e a produção de Brigham Taylor, da franquia Piratas do Caribe (omg!! parte 2).

“A Espada era a Lei” (1963)

Parece então que a Disney resolveu mesmo investir nessa ideia durante os próximos anos. Além do live-action de Arthur e do mago Merlin, que promete ser uma produção fantástica, o estúdio também já anunciou as produções de A Bela e a Fera, O Livro da Selva (aquele do Mogli), Dumbo, Mulan, Pinóquio, A Pequena Sereia, um spin-off do Gênio de Aladdin, e pasmem, até um filme solo do príncipe de Cinderela.

(Aproveitando esse momento para abrir um parêntese. Embora tenha adorado Emma Watson como Bela, vocês já repararam como Anne Hathaway é parecida com a personagem e combinaria muito no papel? Enfim, apenas um comentário…)

Anne Hathaway como Bela, por que não?

Com o sucesso dos filmes já lançados, quem não pensaria em continuar, né? Alice no País das Maravilhas (que já tem a continuação confirmada) arrecadou mais de R$ 1 bilhão pelo mundo todo. Já Malévola (o 2 também já foi anunciado) e Cinderela forneceram lucros de mais de R$ 700 milhões e R$ 500 milhões, respectivamente.

Inicialmente o estúdio tentou apresentar enredos diferentes dos originais. Em Alice, as histórias dos livros Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll, são unidas e adaptadas, apresentando uma personagem já adulta com o destino de enfrentar um dragão e salvar o reino mágico.

A Disney pegou pesado no marketing e divulgação do filme desde meses antes da estreia, deixando todos ávidos pelo filme. Pena que o que vimos nas telonas frustrou qualquer mísera e boa expectativa, apesar dos belíssimos trabalhos de fotografia e figurino.

Alice no País das Maravilhas (2010)

Malévola, por sua vez, prometia contar a mesma história do ponto de vista da bruxa, mas o que se viu foi na verdade uma narrativa diferente, em que a vilã se torna uma anti-heroína. Particularmente não gostei do filme. Angelina Jolie passou a mesma emoção que uma pedra, e a “surpresa”, além de muito previsível, nada mais era do que uma déjà vu de Frozen.

Malévola (2014)

Então eis que surgem os primeiros trailers da versão em carne e osso de Cinderela, revelando o início, meio e fim do longa-metragem, como muitos criticaram. Mas afinal, qual o problema? Dado o fato de que a Disney já havia anunciado que seria muito fiel ao conto (ao conto deles, e não ao original), todos já sabiam o desfecho, né?

E mesmo assim eles conseguiram fazer um filme encantador, capaz de trazer à tona a criança que ainda existe no interior de qualquer adulto, e cativar os mais novos – os quais cercados por Peppa e Minions, nem sei mais se conhecem ou se interessam pela magia dos clássicos Disney (eu sou fã, e antes que qualquer hater apareça por aqui, sei reconhecer os defeitos e os estereótipos que esses desenhos produzem, ok? Mas nem por isso deixarei de gostar!).

A companhia acertou em cheio com Cinderela, criando e recriando as cenas mais belas, trabalhando em um roteiro simples, acertando na escolha dos atores, e elaborando um filme fiel à história que todos nós conhecemos. Vejam bem, não estou dizendo que sou contra a adaptações e mudanças nos contos, mas desde que sejam bem feitas, fascinantes.

Cinderela (2015)

A ideia de trazer todos esses clássicos de volta, mas em versões com atores reais, agrada qualquer fã. Permite reviver essas histórias com a poderosa tecnologia disponível dos dias atuais. Ver as paisagens do País das Maravilhas em 3D, o luxuoso salão do castelo de Cinderela como se fosse palpável…

O que eu espero é poder me emocionar com todos os próximos longas da mesma maneira que foi com Cinderela. A Espada era a Lei tem tudo para ser uma ótima adaptação! Até consigo imaginar a cena em que Arthur retira a espada da pedra…! As mágicas de Merlin…!

Que esses anúncios não parem por aí!

COMIC CON 2015 | OS DESTAQUES DA MAIOR FEIRA GEEK DO MUNDO

A Comic Con International 2015, maior feira voltada à cultura nerd do mundo, foi realizada nessa última semana, de 09 a 12 de julho em San Diego, levando os fãs à loucura com a divulgação de trailers de filmes e de novas temporadas das séries. Foram muitas as novidades em apenas quatro dias de evento, e você pode conferir alguns destaques aqui!

Batman vs. Superman: A Origem da Justiça

Que trailer é esse?!! Sensacional!! Na tarde de sábado (11), o painel apresentou o novo e espetacular trailer do filme. Com certeza muitos que estavam receosos quanto ao longa-metragem mudaram de opinião. O vídeo ainda mostra as primeiras cenas de Gal Gadot como Mulher-Maravilha. Simplesmente incrível e o ponto alto da feira!

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

O painel Jedi era um dos mais aguardados. Foi divulgado um vídeo com os bastidores do filme, que estreia em 18 de dezembro deste ano. Apesar da falta de novidades, os fãs não ficaram na mão e saíram mais do que satisfeitos: estavam presentes Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford (Luke Skywalker, Princesa Lea e Han Solo, respectivamente)!

Deadpool

O público aplaudiu tanto e se entusiasmou tanto com o trailer que até pediu bis! O filme está previsto para estrear em fevereiro de 2016. O trailer ainda não foi divulgado oficialmente, mas você ainda é capaz de encontrar por aí filmagens feitas por quem estava lá presente, caso não aguente de ansiedade (este link estava disponível até a hora que eu abri)!

Esquadrão Suicida

Uma das coisas que os fãs mais queriam ver era o Jared Leto como Coringa. Bom, eles mostraram…! E aí, ainda duvidam dele?

The Walking Dead

Depois de cinco temporadas, parece que a série vai continuar com muito suspense e, claro, zumbis! Preparem os corações, a premiere da sexta temporada está marcada para dia 11 de outubro na TV americana.

Acima estão listados alguns destaques, mas a San Diego Comic Con teve muito mais!

Além de Deadpool, a Fox também apresentou um teaser de X-Men: Apocalypse, para delírio dos fãs dos mutantes (e de Game of Thrones, já que nele podemos ver Sophie Turner como Jean Grey). Infelizmente teremos que aguardar até maio do ano que vem para assistir.

Detalhe: o painel do novo filme foi aberto por Hugh Jackman, que recebeu uma homenagem e confirmou que vai se aposentar como Wolverine após o terceiro filme solo.

Foram anunciados também o retorno de Heroes, o filme da Tropa dos Lanternas Verdes, e o lançamento da adaptação cinematográfica do game Warcraft.

Como se não bastasse todas as novidades e a reunião de todos esses heróis, ainda teve selfie dos elencos de Quarteto Fantástico, Deadpool, X-Men e Gambit (Channing Tatum) junto com o Stan Lee!

 

É possível assistirmos o momento em que a foto foi tirada!

Falando nele, e a Marvel?

O estúdio levou apenas material das suas séries de TV, Agent Carter e Agents of SHIELD. Tratando-se de Marvel, precisa de mais?

Até porque os atores das duas séries brilharam nos bastidores do evento, fazendo uma batalha de Dubsmash e colocando todos os vídeos nas redes sociais para a alegria geral geek.

Consider the mic DROPPED. @realhayleyatwell #dubsmashwar2015 @clarkgregg

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Vocês podem ver todos os rounds e os bastidores da batalha nesse link.

E mesmo com o fim do evento, Hayley Atwell resolveu rebater o Dubsmash incrível de Clark Gregg acompanhado de seus 10 agentes. Nesta quarta-feira (15), ela publicou o seu vídeo de resposta com ninguém menos que o próprio Capitão América!

 

É pessoal, a Comic Con já foi e só nos deixou mais ansiosos para tudo que vem aí pela frente. Já sabemos que podemos esperar coisas muito boas! Sejamos firmes até lá! Enquanto isso, que tal um Homem-Formiga pra esse final de semana?!

DRAGON BALL SUPER | GOKU ESTÁ DE VOLTA!

Depois de quase 20 anos sem uma produção inédita, Dragon Ball retorna às telinhas. Neste último domingo (05) estreou no Japão a nova série de Goku, Vegeta e os outros sayajins, intitulada Dragon Ball Super.

A história se passa logo depois do arco de Majin Boo, antes do Torneio de Artes Marciais apresentado nos últimos episódios da saga e das aventuras da saga GT (esta criada especialmente para a TV, sem qualquer relação com o mangá, e que dividiu a opinião dos fãs ao ser considerada muito inferior em relação às temporadas anteriores).

Será lançado também um mangá que vai acompanhar a mesma história dessa nova série. O roteiro é por conta do criador dos mangás originais, Akira Toriyama.

Poster promocional de Dragon Ball Super

Poster promocional de Dragon Ball Super

O primeiro episódio começa apresentando um breve resumo do final de Dragon Ball Z, em que Goku luta contra Kid Boo e o derrota com uma poderosa Genki Dama ao receber apoio de toda a população da Terra. Todas as pessoas se esquecem do vilão cor-de-rosa devido ao pedido feito às esferas do dragão, e, enfim, o planeta está em paz.

Passados seis meses desde então, todos seguem tranquilos com suas vidas. O episódio concentra-se em mostrar Goku trabalhando no campo para conseguir dinheiro a pedido de Chi-Chi, e Goten e Trunks tentando achar um presente de casamento perfeito para Videl.

O suspense fica por conta da aparição de Bills explodindo um planeta, representando um perigo para toda a galáxia (o mesmo vilão do filme “Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses”, lançado em 2013).

Em um primeiro momento, Dragon Ball Super irá recontar com mais detalhes as histórias dos dois filmes lançados, “A Batalha dos Deuses” e “O Renascimento de Freeza”, este último lançado recentemente nos cinemas do Brasil.

É bem nostálgico assistir novamente Goku e todos os outros em um anime inédito depois de tanto tempo. Mas para mim talvez tenha perdido um pouco do “brilho” simplesmente por uma coisa: foi a primeira vez que assisti Dragon Ball legendado, ou seja, com as vozes japonesas. Sério mesmo que o Goku tem aquela voz estranha de criança no original?!

Eu cresci ouvindo o personagem com a voz de Wendel Bezerra, e por isso não tem outra melhor! Então se você também é fã e desde sempre assistiu as versões dubladas, espere os estúdios brasileiros fazerem o seu trabalho. Do contrário irá estranhar muito, e um momento memorável pode acabar se tornando uma bizarra lembrança.

Esse primeiro episódio é bem morno e não tem muitas surpresas ou acontecimentos instigantes, mas para quem gosta é muito válido. O roteiro é de Akira Toriyama, e portanto podemos esperar ótimas tramas e batalhas mais pra frente. O cara conquistou os corações de uma legião de fãs e criou o icônico Kamehame-ha afinal.

Os temas de abertura e encerramento são Chozetsu Dynamic e Hello Hello Hello, respectivamente. Se você está ansioso, mas vai aguardar a versão dublada, pode conferir pelo menos as músicas e já matar um pouco da saudade!

Esperemos que Dragon Ball Super cumpra aí com as expectativas. De qualquer forma, a série é destinada aos antigos fãs. Se você é um deles, vai curtir. Se não, melhor começar lá do “Cha-la Head Cha-la, não importa o que aconteça”…! Ah, que saudade daquela época.

SENSE8 | UMA SÉRIE EM QUE O IMPORTANTE SÃO AS DIFERENÇAS

Imagine a seguinte situação: você entra no banheiro, e ao se olhar no espelho, enxerga o reflexo de uma outra pessoa, totalmente diferente de si. Então você descobre que suas sensações estão ligadas a sete pessoas diferentes de diversos lugares do mundo, permitindo tanto assumir a consciência dos outros quanto conversar lado a lado e se relacionar com eles.

Parece uma grande loucura, né? E é mesmo! Uma história inusitada e maluca, mas que funciona muito bem em Sense8, série original da Netflix lançada no início de junho.

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Will (Brian Smith) e Riley (Tuppence Middleton) em Sense8

A cena de abertura gera um grande suspense: é o nascimento da ligação entre os oito protagonistas e a aparição de um potencial vilão, um cara que, aparentemente, persegue pessoas com esse tipo de conexão. Depois disso, os primeiros episódios prosseguem mornos e soam até mesmo um pouco monótonos, mas não abandonem, porque o seriado melhora.

As oito pessoas são: um policial em Chicago, uma DJ islandesa que mora em Londres, uma empresária e lutadora de kickboxe de Seul, um ladrão em Berlim, uma farmacêutica em Mumbai, um motorista de van em Nairóbi, um famoso ator mexicano que esconde de todos ser homossexual, e uma hacker de São Francisco.

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As histórias e vidas de cada um vão sendo apresentadas, e aos poucos eles descobrem que as vozes e estranhas sensações que ouvem e sentem, na verdade, são de outras pessoas. Que de alguma forma elas estão ligadas umas às outras.

Um ponto negativo é que isso não é muito bem explicado. O motivo por trás da ligação, como ela é passada para outras gerações… São algumas questões que a primeira temporada deixa em aberto, e espero que sejam respondidas na segunda. Talvez tenha até sido de propósito: você fica tão preso nas tramas individuais dos personagens, se envolvendo com eles, que esquece o porquê das coisas.

Os 12 episódios apresentam detalhadamente o individual. É possível então que a próxima temporada trabalhe mais o coletivo, principalmente depois dos acontecimentos finais.

O mais legal da narrativa é como cada sensate (o nome dado a esses humanos) auxilia o outro com sua particularidade. Nenhum deles é um super-herói, mas com suas habilidades comuns conseguem se ajudar e formar uma incrível equipe!

Uma das melhores cenas é quando a hacker Naomi (interpretada por Jamie Clayton) escapa dos vilões usando os conhecimentos táticos do policial Will (Brian Smith), lutando com as técnicas de Sun (Doona Bae), e fugindo em um carro mesmo não sabendo dirigir, já que Capheus (Aml Ameen) é um ótimo motorista.

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Outra característica positiva é como o estereótipo de protagonistas comumente adotado pelos filmes e seriados é abandonado. Sense8 abraça as diferenças, sejam elas quais forem: tem negro, gay, transexual, ateu, devoto hindu…

É a diversidade racial, sexual, religiosa, cultural, representada pelos oito protagonistas, que se apoiam não apenas nos momentos de luta e ação, mas também no âmbito pessoal. Os diferentes pontos de vista e bagagens ampliam as perspectivas em relação ao mundo tanto entre eles quanto de quem assiste.

O seriado, então, por meio dessa roupagem de suspense e consciências conectadas, tenta falar sobre pessoas, o que somos e o que nos define. É um tapa na cara do conservadorismo, preconceito e de todos aqueles que rejeitam e oprimem o diferente.

Amada por uns, odiada por outros, Sense8 despertou diferentes sensações no público. Ainda que concorde com alguns dos pontos negativos apontados, como a falta de explicações e a ausência de um desfecho da história individual de um dos protagonistas, sou do time que curtiu. Só o que foi mostrado nessa primeira temporada já é instigante o suficiente para me motivar a esperar pela segunda.