DIVERTIDA MENTE | A PERFEITA UNIÃO ENTRE INTELIGÊNCIA E CRIATIVIDADE

Sabe aquelas situações em que você tem que escolher entre vários tipos de filme? Um é sobre guerra, com muito tiro, sangue e cabeças rolando pelo chão. O outro, sobre um homem e uma mulher que se odeiam, mas no final percebem que se amam. Diante de tantas opções, muitas vezes acabo ficando com aquele dos brinquedos que falam e precisam enfrentar as vilanias de um urso rosa que cheira a morangos.

Pois é, eu sou fã de desenhos e animações… Tá, admito: sou absolutamente fanático! E agora adicionei um novo na minha lista de prediletos: Divertida Mente. A nova produção da Pixar é só mais uma evidência de como a criatividade do estúdio permanece impressionante e inigualável.

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As emoções de Divertida Mente

Riley é uma garota de 11 anos que se muda com a família de Minnesota para São Francisco. Na cabeça dela, existem “mini pessoas”, personificações das principais emoções do ser humano: Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e Medo. São esses “bichinhos” que precisam ajudar a menina a enfrentar a nova escola, a saudade dos antigos amigos e todas as outras mudanças da sua nova vida.

O visual é recheado de cores, criando cenários fantásticos um atrás do outro. Todas as cores selecionadas fazem sentido: o personagem da Raiva é vermelho e solta fogo pela cabeça quando muito irritado, Alegria é luminosa e amarela, enquanto Tristeza é inteiramente azul. Até para diferenciar o mundo de “dentro” e de “fora” foi aplicada uma lógica: enquanto São Francisco e todo o universo exterior se revelam mais monocromáticos, as cores da mente da garota são vibrantes.

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O incrível é como vários conceitos que existem em nossas mentes são inteligentemente adaptados. O longa-metragem consegue mostrar como esquecemos alguns acontecimentos do passado, o que é determinante na construção de nossa própria personalidade, e até mesmo por que aquelas músicas-chiclete não saem da nossa cabeça. Esses são só alguns exemplos. Como a história é composta por ideias e um mundo totalmente abstrato, o filme trabalha analogias com a vida real, e o faz de maneira impecável e original!

Interessante também que os acontecimentos não se passam somente na cabeça de Riley, como muitos poderiam imaginar. A todo tempo a trama reveza perfeitamente entre o mundo interior e exterior, e assim o público pode perceber como um afeta o outro diante de uma determinada situação.

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Enfim, eu me apaixonei tanto por Divertida Mente que, no início, pensei em escrever um longo texto, com o intuito de caracterizar todos os lugares e personagens e relatar de forma minuciosa a história principal. Inclusive o meu primeiro rascunho continha um inocente parágrafo (sem spoilers) no qual eu contava a bela mensagem do roteiro. E então percebi que isso seria um erro.

Eu fui ao cinema sem muita noção do que esperar. Os próprios trailers propositalmente não explicam muito bem qual é a sinopse. E isso faz muita diferença. É muito mais divertido descobrir a aventura e se surpreender lá na hora! Por isso tratei de dizer apenas o básico da história e alguns pormenores que justificam o brilhantismo da animação.

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Basta dizer que Divertida Mente apresenta personagens muito além de carismáticos, desperta diversas sequências de risadas e surpresas, e propõe uma viagem encantadora ao nosso interior e à nossa memória. Há cenas muito emocionantes e dignas de te levar às lágrimas. As crianças vão gostar com certeza, mas talvez seja melhor apreciado pelos adultos.

Após assistir, é inevitável sair do cinema sem pensar em que emoção está no controle da sua cabeça em tal momento, sem recordar de lembranças antigas da sua infância e adolescência, sem refletir sobre si mesmo e seus próprios sentimentos.

Não há texto que consiga colocar em palavras as sensações proporcionadas. E é bem isso mesmo: mais do que só assistir e curtir, esse filme você precisa sentir e se emocionar.

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TOMORROWLAND | UM MUNDO INCRÍVEL. O FILME, NEM TANTO

Mesmo com Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros em cartaz, resolvi assistir essa semana Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível. Entrei na sala de cinema com zero expectativas, e saí de lá nem surpreendido nem decepcionado. O filme é bem água com açúcar.

A trama conta a história de Casey Newton (Britt Robertson), uma adolescente inteligente e bem otimista em relação ao mundo, que é escolhida por Athena (Raffey Cassidy) para ir até Tomorrowland, um lugar paralelo onde são criadas as invenções tecnológicas mais inimagináveis. Para chegar até lá e desvendar a sua missão, ela precisa contar com a ajuda de Frank Walker (George Clooney), um cientista amargurado que já esteve nesse mundo quando criança e acabou sendo banido.

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George Clooney e Britt Robertson em Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível

Repetindo o que foi feito com Piratas do Caribe, o longa-metragem nasceu da ideia de adaptar um dos parques temáticos da Disney World para o cinema. Claro que o universo do filme é muito mais avançado, repleto de invenções que encantam os olhos.

Piscina com vários tanques suspensos no ar, naves que viajam entre dimensões, jet packs (aquelas mochilas turbinadas que te permitem voar)… Tudo em Tomorrowland é incrível. Os efeitos visuais são muito bem produzidos e te deixam com vontade de vivenciar todas aquelas tecnologias.

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Uma pena que o lugar seja tão fantástico e tão pouco mostrado. A sensação que tive ao ver o trailer foi de que eu mergulharia naquele universo. A história se passa mais no mundo normal do que lá, e quando os protagonistas finalmente chegam… Fim! Digo, óbvio que toda a luta final entre o bem e o mal ocorre na terra futurista, mas ela poderia ter sido muito melhor explorada.

Aproveito o gancho para dizer que achei o clímax bem ruinzinho. As cenas de luta são legais, mas não despertou muita tensão, a ponto de deixar aquela sensação de “já acabou?”, como se mais coisas devessem acontecer.

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O roteiro apresenta muitas falhas, é confuso, deixa de explicar algumas coisas, e conclui com um final bem sem graça. Mas calma, não é de todo ruim. Além dos efeitos visuais, Tomorrowland tem outros pontos positivos. Athena é impressionante em suas mais diversas performances e provoca questionamentos de conceito interessantes. Casey é uma protagonista carismática e divertida, proporcionando risadas ao espectador e mostrando mais uma vez que as mulheres não precisam de príncipe encantado nenhum pra conquistarem seu espaço.

Uma das cenas mais interessantes da obra é quando o vilão David Nix (Hugh Laurie) expõe o que pensa a respeito do ser humano e da sociedade (aliás, uma das poucas falas de mais de um minuto do Dr. House no filme, já que, apesar de ser o antagonista, ele mal aparece até as partes finais). A ideia que o personagem apresenta faz muito sentido, e sobre a qual pouco pensamos a respeito.

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A mensagem final da história é de como temos que ser otimistas e persistentes em relação ao mundo e à construção de um futuro melhor. De que nunca devemos perder as esperanças, os nossos sonhos. De que assim a Terra ainda pode ser salva, e os jovens de hoje tem um papel fundamental nisso. É um filme bem família, e com todo aquele toque mágico que só a Disney consegue dar. Ainda assim, o filme deixa a desejar, e possivelmente será esquecido pelas pessoas depois de um tempo.

Review: Nova minissérie de TV – Jonathan Strange & Mr. Norrel (BBC, 2015)

Jonathan Strange & Mr. Norrel

Jonathan Strange & Mr. Norrel é uma minissérie em 07 episódios desenvolvida pelo canal britânico BBC. Fiel ao gosto britânico, a série de fantasia fala de magia e também nos leva de volta no tempo, de volta à Inglaterra do período georgiano. Além disso, como muitas séries e filmes da BBC, a história é baseada em um livro lançado em 2004 pela escritora Susanna Clarke. A série começou a ser exibida em 17 de Maio de 2015, e seu último episódio – o único que ainda não foi transmitido – vai ao ar no final de Junho. Read More…

Review: Nova série de TV – The Refugees (BBC e Atresmedia, 2015)

The Refugees

The Refugees é uma série desenvolvida pelo canal britânico BBC, que já trouxe para nós maravilhas como Doctor Who, a versão original de The Office e mais versões do que podemos contar dos romances de Jane Austen. A série estreou no dia 07 de Maio de 2015. O interessante de The Refugees é que ele foi criado conjuntamente pelo Reino Unido e pela Espanha (através da Atresmedia), e tem uma equipe toda de espanhóis na produção. Read More…

Review: Nova série de TV – The Messengers (CW, 2015)

The Messengers

The Messengers é a mais nova série de TV do canal americano CW. O canal é bem popular por apresentar séries famosas e de grande sucesso com o público, como Arrow, The Vampire Diaries (e o spin-off The Originals), Supernatural e Beauty and the Beast. Como dá para perceber, o estilo de programação do canal é voltado para o público jovem e fica naquele meio-termo difuso entre fantasia, aventura e suspense. Read More…

JOGOS VORAZES | O QUE ESPERAR DO DESFECHO DA SAGA

Nessa terça-feira (9) foi divulgado o primeiro teaser trailer de Jogos Vorazes – A Esperança: O Final (aqui no Brasil o nome não será “Parte 2”, como em outras obras que tiveram seus últimos filmes divididos em duas partes). Já era hora! O filme só estreia em novembro, e o teaser com as primeiras cenas só me deixou mais voraz em assisti-lo (ok, isso foi péssimo)!

Depois de três anos, o próximo filme finalmente encerra a saga do reality show sanguinário. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) deverá liderar todos os rebeldes contra a Capital e enfrentar o Presidente Snow (Donald Sutherland), na tentativa de libertar os distritos e toda a sociedade da opressão, do sofrimento e do horror instaurados em Panem.

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Cena do teaser de Jogos Vorazes – A Esperança: O Final

A primeira parte de A Esperança apresentou menos ação, mas isso justamente porque o foco não eram as cenas de combate. Quem é fã dos livros sabe: era imprescindível mostrar o desenvolvimento de Katniss como o Tordo, o símbolo da revolução, e todo o ódio que cresce dentro da protagonista pelo inimigo, principalmente pelo que faz ao seu amigo-peguete-amor-namorado Peeta Mellark (Josh Hutcherson). O roteiro e a interpretação incrível (como sempre) de Lawrence, cujo olhar e silêncio gritam emoção, cumpriram excelentemente esse papel.

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Lutas, flechadas e explosões estão reservadas mesmo para essa segunda parte. Se for uma boa adaptação do livro, como acredito que será, podemos esperar sequências fantásticas de perigo, muito suspense, e aquela angústia e tensão que Jogos Vorazes consegue despertar na gente muito bem.

Vamos assistir Katniss unindo toda a população e enfrentando perigos amedrontadores, tanto físicos quanto emocionais, e Snow revelando suas piores artimanhas, como se os pássaros que imitam as vozes de pessoas queridas (para mim uma das piores) não fossem o suficiente.

Em meio à guerra, ainda existe aquele conflito sentimental entre Dona Tordo e seus dois maridos. Gale (Liam Hemsworth) se mostrou bem próximo em A Esperança: Parte 1. E apesar do teaser entregar um abraço entre Katniss e Peeta, como fica a relação entre os dois depois da lavagem cerebral feita no menino? Peeta estará de que lado?

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Não darei spoilers, mas é bom lembrar que agora é a guerra final. E como em toda guerra, perdas importantes são inevitáveis. Quem acompanhou a série até aqui já sabe que a história de Jogos Vorazes está longe de ser um conto de fadas. Muito pelo contrário: é uma distopia triste e arrasadora. Portanto, os mais sensíveis podem preparar os lencinhos.

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Até agora, a trilogia de Suzanne Collins foi muito bem adaptada para os cinemas, principalmente a questão da transposição de um livro em primeira pessoa para uma narrativa cinematográfica em terceira. Elementos, cenários e conversas foram acrescentados aos filmes, e o que poderia se tornar um exagero ou gerar uma estranheza na trama, na verdade só acrescentou e contribuiu para que o público-não-leitor entendesse tudo o que estava acontecendo. Espero que o mesmo aconteça com essa parte final e que as expectativas sejam correspondidas (ou superadas!).

É possível que o final não agrade a todos, mas na minha humilde opinião, a autora soube elaborar um desfecho condizente com toda a trajetória do enredo e dos personagens, sem esquecer a personalidade e a identidade muito bem construídas de cada um.

O filme estreia no Brasil em 19 de novembro. Enquanto isso, só nos resta abrir o trailer e dar replay, replay e replay

CCXP – COMIC CON EXPERIENCE 2015 COMEÇA A VENDA DE INGRESSOS

CCXP – COMIC CON EXPERIENCE 2015 COMEÇA A VENDA DE INGRESSOS;

CCXP - COMIC CON EXPERIENCE 2015

CCXP – COMIC CON EXPERIENCE 2015

A CCXP – Comic Con Experience , que em 2015 acontece de 3 a 6 de dezembro no São Paulo Expo (ex-Espaço Imigrantes), começou hoje, ao meio-dia, a vender seus ingressos e pacotes para a convenção neste ano. A expectativa é receber 120 mil pessoas numa área de estandes 60% maior do que em 2014.

Assim como na edição do ano passado, o benefício da meia-entrada será estendido a todas as pessoas – basta doar um livro em bom estado no dia do evento. Os preços promocionais de meia-entrada para o primeiro lote são os seguintes:

03/12 (quinta-feira) – R$ 69,99
04/12 (sexta-feira) – R$ 99,99
05/12 (sábado) – R$ 119,99
06/12 (domingo) – R$ 109,99
Pacote para os 4 dias de evento – R$ 319,99

Os ingressos poderão ser adquiridos aqui e seu valor pode ser parcelado em até 12 vezes no cartão de crédito. A opção de boleto é somente para pagamento à vista. Atenção: o primeiro lote tem um número limitado de ingressos.

Acesse o site oficial para saber detalhes do pacote Full Experience, que dá acesso aos convidados internacionais, entrada garantida no auditório principal, colecionáveis e outros itens exclusivos da CCXP. Neste ano não haverá pacotes de Fan Experience; oportunidades de Fotos e Autógrafos serão negociadas no dia do evento. Os convidados Caity Lotz e Mischa Collins estarão na CCXP nos dias 05/12 (sábado) e 06/12 (domingo) e John Rhys-Davies (O Senhor dos Anéis) estará entre os dias 4 e 6.

CCXP 2015 trará ao Brasil Steve Cardenas, de Power Rangers

Ano passado, a CCXP reuniu 97 mil pessoas em quatro dias e foi o maior evento indoor em primeira edição da história do Brasil. Os ingressos para a CCXP 2015 começam a ser vendidos em 9 de junho. Para saber mais novidades, siga os perfis da CCXP – Comic Con Experience no Twitter e no Facebook e visite o site oficial da CCXP .

THE FLASH | UM NOVO FÃ DE BARRY ALLEN

Eu não sou leitor dos quadrinhos, nem da Marvel e nem da DC, e por isso desconheço muitas histórias e poderes dos personagens. Tanto é que toda vez que alguém comentava comigo sobre o Flash, eu sempre respondia “Mas gente, qual a graça nele? É só um cara que corre rápido!”. Aposto que muitas pessoas ainda devem pensar assim, mas eu digo que basta um único episódio da série The Flash para mudarem de ideia.

De fato o Flash “só” tem supervelocidade, mas as coisas que ele pode fazer com ela são demais, ultrapassam o limite do incrível! Paguei minha língua, e hoje recomendo o seriado. Mas não vim falar da série. Vim falar de Barry Allen e do por que me tornei fã do herói.

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Barry Allen/Flash (Grant Gustin)

Grant Gustin é perfeito como Barry/Flash. Não cheguei a ver a sua atuação em Glee (só descobri isso ao pesquisar sobre o ator após um episódio no qual ele arrasa no karaokê, haha), mas como o homem mais rápido do mundo, está sensacional!

Apesar da tragédia em sua família (sua mãe é assassinada por um homem de traje amarelo superveloz e a culpa cai em seu pai, que acaba preso), Barry é carismático, sorridente, um excelente amigo, e sempre enxerga o que há de melhor nas pessoas. Ele é responsável por grande parte das cenas cômicas da série, mas também protagoniza as cenas mais emocionantes.

Embora The Flash, como toda série, apresente um drama romântico (neste caso, envolvendo o protagonista e sua tão amada irmã de criação, Iris West), o que mais me encanta nessa questão emocional é a amizade entre Barry e seus dois pais. As conversas sinceras que tem com Joe West e Henry Allen são belíssimas e de tocar o coração.

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O interessante é acompanhar o amadurecimento de Barry, tanto como homem quanto como herói. Durante toda a primeira temporada, é exigido que ele confronte a si mesmo e enfrente suas fraquezas interiores, não só para conseguir vencer os vilões, mas também para lidar com seus problemas pessoais e entender que nem sempre é possível ter o que se deseja, mesmo sendo agraciado com superpoderes.

As diferentes formas de como ele vai descobrindo o que pode fazer com sua habilidade se dão de forma natural, sem atropelar a história ou forçar um desenvolvimento ilógico, sempre por causa do surgimento de um novo inimigo em Central City. De soco supersônico a atravessar objetos sólidos (sim, ele pode atravessar parede! Eu fiquei “what?!”), Flash vai se tornando de pouco em pouco a lenda que algum dia está destinado a ser.

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No episódio piloto, Barry chega a pedir conselho para Oliver Queen (temos vários crossovers ao longo da série para a felicidade geral geek!) sobre como ser um herói. Comparar esse Barry tão inseguro com o Flash da Season Finale e lembrar de toda a trajetória, erros e acertos, só mostra como a série caminhou bem e construiu de modo digno a evolução do personagem.

Na SF, ele precisa tomar a decisão mais difícil de sua vida. Pensa, repensa, pede opinião dos outros. Mas no fim, ele sabe que a decisão só cabe a ele e precisa ter coragem para tal. É divertido, aliás, além de assistir o drama do personagem, parar pra refletir o que você faria se estivesse naquela posição.

Falando em Arrow, outro ponto que gostei muito nesse processo de amadurecimento é como Barry acaba percebendo que é um herói diferente do Arqueiro Verde, no qual antes se espelhava. Ambos são heróis, mas cada um com seus métodos, suas preocupações, seus valores e bagagem. São ótimos parceiros, o que não significa que precisam trabalhar ou pensar de forma igual. Acho que a combinação é muito legal justamente por esse contraste entre os dois.

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Só porque estava tentando não me viciar em mais nenhum herói, agora o Flash ganhou um novo fã. E tenho certeza de que pode ganhar muitos outros ainda.

SUPERGIRL | SÉRIE É CAPAZ DE CONQUISTAR O PÚBLICO

Vazado propositalmente ou não, o episódio piloto de Supergirl já está disponível para quem não quer esperar a estreia oficial no final do ano. Eu não pensava em assistir, mas resolvi fazê-lo para ter logo minhas primeiras impressões.

A história da personagem é explicada logo no início: enquanto o planeta de Krypton é destruído, Kara Zor-El é enviada para a Terra junto com seu primo Kal-El para protegê-lo. No entanto, a explosão atinge sua nave, levando-a a Zona Fantasma, região espacial no qual o tempo não passa. Depois de 24 anos, a nave finalmente chega a Terra, de modo que Kara ainda possua apenas 13 anos de idade, e seu primo já seja conhecido pelo mundo todo como o Superman. Ela é adotada pela família Danvers e, sem uma missão “oficial”, resolve se adaptar à sociedade, indo trabalhar posteriormente para a CatCo, a principal empresa jornalística de National City.

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Episódio piloto de Supergirl

O seriado apresenta uma atmosfera leve e parece ter o intuito de atrair um público mais jovem, e que talvez não esteja tão ambientado nesse universo de heróis. Acredito que também vá atrair muito o público feminino, embora não seja exclusivamente destinado a elas.

Os cenários são claros, e cenas descontraídas e de leve humor permeiam todos os 45 minutos de episódio. Confesso que a trama da CatCo me lembrou muito “O Diabo Veste Prada”, com Kara sendo assistente de uma terrível chefe, Cat Grant (mas esta indubitavelmente sem qualquer atrativo comparado com o que Meryl Streep oferecia no papel de Miranda Priestly no filme).

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Particularmente falando, não senti muita empatia pelos personagens coadjuvantes e achei que faltou um pouco de emoção em determinados momentos (mas isso é questionável, já que eu sou um eterno fã de dramas). Acho que isso se deve, em parte, a um roteiro um pouco corrido do episódio, em que as coisas vão se sucedendo de forma muito rápida, sem tempo para o espectador absorver os dramas dos personagens e as suas relações (a relação de Kara com sua irmã adotiva, Alex, até me soou um pouco artificial).

Além de Jimmy Olsen, um personagem secundário que atraiu um pouco mais da minha atenção do que os outros foi o colega de Kara na CatCo, Wislow ‘Winn’ Schott, a primeira pessoa para quem ela revela sua identidade secreta. Não acompanho os quadrinhos, mas ao pesquisar sobre o personagem descobri que ele é o vilão Homem-Brinquedo. Será que a Supergirl terá que lutar contra o próprio amigo em episódios futuros?

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Se me faltou empatia pelos secundários, o oposto aconteceu com a protagonista. Kara me conquistou. Acertaram na escolha da atriz: Melissa Benoist está incrível como Supergirl. Uma mulher divertida, carismática, bonita, e que só deseja salvar a cidade, se não sendo a garota do café na CatCo, voando por National City enfrentando bandidos. Reparem nos óculos! Coincidência? Interessante notar também que ela já sabe muito de seus poderes, inclusive voar (não teremos aquela longa espera pelo momento do voo como ocorreu em Smallville).

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Não achei o episódio ruim como muitos já ficaram criticando antes mesmo de assistir, mas acho (e espero) que ela pode melhorar (seria legal um maior desenvolvimento nas coreografias de lutas, por exemplo). O Superman é bem citado e é de se esperar que apareça futuramente. Agora estou curioso para saber quem será o ator a interpretá-lo, e se haverá um crossover com as séries Arrow, Flash e Legends of Tomorrow.

Série de “menininha”? Eu digo que não. Supergirl, assim como Agent Carter, está aí para mostrar que as mulheres também podem ter seus próprios filmes e seriados, capaz de agradar ao público masculino e sem estereotipar o feminino.