[CRÍTICA] Fragmentado marca o retorno de M. Night Shyamalan

Responsável pela direção de alguns dos filmes favoritos de muita gente (O Sexto Sentido, Corpo Fechado, Sinais, A Vila), M. Night Shyamalan ressurge das cinzas com um novo suspense. Eu estava na expectativa pela estreia porque, vocês sabem, o diretor passou por uma fase bem ruim, se comparada aos anos de ouro de sua carreira. Btw, meu favorito é A Vila, um filme que explora muito bem a questão do desconhecido, o medo como instrumento de poder e (SPOILER!) faz o espectador de trouxa igual o povo do vilarejo.

Pois bem. O filme é sobre Kevin (James McAvoy), um cara que possui 23 personalidades distintas em seu corpo, conseguindo alterná-las quimicamente no organismo com apenas a força da mente. Logo no início do filme, ele realiza o sequestro de três garotas em um estacionamento, que passam a viver em um cativeiro conhecendo todas as múltiplas personalidades de Kevin enquanto tentam escapar dali.

Nos primeiros 40 minutos de filme tudo ia bem. Tensão bem estabelecida, personagens muito bem construídos e de forte valor para o desenrolar dos fatos, boa premissa. Porém, em dado momento o filme começou a me deixar incomodada. Eu não gostei da forma com que o diretor começou a empregar piadinhas para quebrar  o ritmo, achei que não cabia aqui. Percebo uma clara tentativa de alívio cômico para tornar a experiência um pouco mais mainstream, acredito que o diretor andou sentindo falta de seus dias de blockbuster.

Uma piada ou duas tudo bem, mas o negócio meio que desanda e as coisas começam a se tornar engraçadinhas demais, o que empobrece o enredo e tira o peso do filme, que até então estava bem tenso. Quanto mais o clímax se aproximava, mais o diretor tentava recuperar o tom mais sombrio e tenso que o momento pedia, mas para mim, sem sucesso.

É inegável que JAMES MCAVOY VALE O FILME! Mesmo que não tenhamos conhecido todas as 23 facetas de Kevin (precisaríamos de pelo menos 4 horas de filme ou mais), a atuação de McAvoy empolga e surpreende. Outra grande surpresa vem de Anya Taylor Joy, que já tinha me chamado a atenção em A Bruxa e aqui interpreta uma das garotas sequestradas.

Não vou negar: eu me decepcionei. Talvez por ter criado tantas expectativas e não tê-las correspondidas, não sei. Acho que o tom empregado em alguns momentos tirou a tensão do filme e acabou estragando toda a experiência, que poderia ter sido inesquecível. Quanto mais visual ele se tornava, mas as coisas desandavam.

Antes de começar com os spoilers, quero deixar um recadinho importante pra você que quer extrair o máximo de coisas de Fragmentado. Assista Corpo Fechado, filme de 2000. Faz isso.

!!! SPOILER: A partir desse ponto será discutido o final do filme. Se não viu, não leia!!!

Ao final do filme, depois dos créditos, eis que surge Bruce Willis falando de um caso que envolvia um tal de Mr. Glass há 15 anos atrás. Na hora eu tive a sensação de estar perdendo algo. Imaginei que fosse alguma referência que não acrescentava nada para a narrativa, já que aparecia depois dos créditos. Chegando em casa, quando fui ler sobre, descobri que o filme é um spin-off de CORPO FECHADO, de 2000, filme com Bruce Willis e Samuel L Jackson!

Eu não tinha assistido Corpo Fechado e não sabia nada a respeito. Me encontro agora super arrependida de não ter lido nada a respeito antes, porque estava com medo de spoilers. Bom, esse spoiler seria muito bem vindo. 🙁

Resumindo, Fragmentado é um spin-off de Corpo Fechado, ou seja: os dois filmes fazem parte do mesmo universo. No último  minuto, o diretor ressignifica todo o filme, dando lugar para muitas explicações, dúvidas e teorias.  Em Corpo Fechado, para quem não viu ou não lembra, um desastre de trem choca os Estados Unidos, onde todos morrem mas apenas um sobrevive (o personagem de Bruce Willis). Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), estranho que apresenta uma explicação bizarra para o fato.

A teoria é de que talvez o acidente que ativou os poderes do Bruce Willis em Corpo Fechado foi o mesmo que matou o pai do Kevin, porque quando o Bruce Willis sente a presença de um garoto, aquele garoto pode ser o Kevin mais novo, que acabara de perder o pai. Será? Inclusive, quando o Kevin está se transformando na fera pela primeira vez, ele vai até uma estação de trem e deixa um buquê de flores.

De qualquer forma, a experiência não foi tão espetacular para mim como para quem era fã do universo de Corpo Fechado, por exemplo, que deve ter levado um baita susto. Fragmentado é um bom suspense, que parte de uma boa premissa, mas é cheio de problemas e falhas que empobrecem a experiência final. O universo unindo dois filmes (no caso três, pois Shyamalan já divulgou que se trata de uma trilogia e já está trabalhando no terceiro filme) mesmo havendo 15 anos de diferença entre eles é muito interessante e vale a experiência.

 

[CRÍTICA] Cinquenta Tons Mais Escuros (2017)

A continuação de Cinquenta Tons de Cinza, filme premiado no Framboesa de Ouro de 2015 como pior daquele ano,  tem sua continuação. Se eu não tivesse dormido no primeiro filme,  poderia fazer uma comparação entre os dois. Mas garanto: “Tons Mais Escuros” está cotadíssimo para pior produção de 2017 – e olha que o ano mal começou.

A começar pelo enredo (?) onde quase nada acontece. Nos primeiros cinco minutos, os protagonistas já estão juntos novamente, e não há nenhum apelo emocional ou dramatização disso. A relação dos dois, aliás, não é nada explorada. Qualquer briga que venham a ter, em dois minutos será totalmente esquecida e eles estarão transando como se nada tivesse acontecido. Isso enfraquece totalmente a narrativa, pois nada é tratado com profundidade, o que não gera nenhum tipo de tensão ou expectativa.

Na verdade, o longa não proporciona experiência alguma. Tudo vem enlatado, com ar de feito às pressas para não perder a clientela. O roteiro é composto quase que 100% por frases de efeito. A todo momento, Mr. Grey responde Anastasia com alguma frase curta posta com uma entonação que era para soar sexy, mas não funciona e acaba fazendo rir.

Há muitos furos aqui, o que demostra uma total falta de preocupação em desafiar o bom senso do espectador.  Por exemplo, quando Christian Grey sofre um grave acidente de helicóptero e no mesmo dia aparece em casa, limpinho e bem arrumado, sendo tudo resolvido num piscar de olhos (mais uma vez o problema da falta de profundidade), ou quando a ex psicopata de Christian invade a casa de Anastasia portando um revólver e a mesma simplesmente solta um “Oi, como é que vai?”. A tentativa desesperada de clímax com essa história de acidente pode ser vista até como a pior coisa do filme.

O personagem Grey, a meu ver, não desperta nenhum carisma. O cara é bonitão, mas o personagem se comporta como uma criança mimada que a todo momento quer mostrar que pode comprar o mundo – como se poder de compra fosse algo excitante ou despertasse alguma simpatia pelo personagem (?). Fora o que o papel de macho alfa bonitão-rico-garanhão-doente representa (falo disso mais abaixo).

A trama não tem um conflito central, mas é composta por vários pequenos problemas que surgem e são facilmente resolvidos (com sexo). Não é que as cenas eróticas me incomodem, entenda, mas elas precisam de uma sustentação maior. Se os personagens não provocam nenhum tipo de sentimento em mim, como espectadora, porque raios a cena de sexo entre os dois me causaria algum entusiasmo?

Objetificação da mulher

Anastasia é apresentada como uma mulher bem resolvida, que lê Jane Austen (talvez o maior nome no feminismo literário) e não desperta interessa nos bens de Grey. Mas, a todo momento, ele se esforça para impressioná-la transferindo 20 mil dólares para a sua conta bancária (que mais tarde ela doará para caridade, quão previsível), presentando-a com Iphone, MacBook ou carro, até mesmo impedindo-a de ascender na própria carreira por seus esforços, já que ele acabara de comprar a empresa onde Anastasia trabalha, tornando-se seu chefe.

Não há justificativa, também, para o desejo sádico de Grey em transformar garotas em submissas simplesmente por ter sofrido algum tipo de abuso sexual na infância. Não era melhor procurar terapia? Em vez disso, Grey se diverte transformando mulheres em escravas de seu prazer doentio, humilhando-as e destruindo-as psicologicamente. “É só um filme”, eu sei, mas não há como alimentar simpatia, interesse ou até mesmo tesão em uma história que gira em torno desse personagem. Então, de que vale o filme?

CRÍTICA | ‘A Chegada’ é um dos melhores filmes de 2016

CRÍTICA | ‘A Chegada’ é um dos melhores filmes de 2016

 

Minha meta é comentar todos os filmes do Oscar até a entrega da premiação, mesmo que já tenha um certo tempo da estreia, que no caso de A Chegada, foi em novembro de 2016.

O enredo tem seu desenrolar quando seres interplanetários deixam marcas na terra, e a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma professora especialista em linguística, é procurada pelos militares para ajudar na comunicação com os aliens e descobrir o por que deles estarem na terra.

A tensão estabelecida durante o filme inteiro, tanto pela fotografia nebulosa e com cores frias, sempre retratando um início de manhã ou fim de tarde, quanto pela trilha sonora e até mesmo a forma como vamos descobrindo, assim como Louise, o significado de tudo. Não espere por algo “espetacularizado” demais, pois até o desfecho dos mistérios do filme são respondidos de forma sutil e muito sensível.

A direção de Denis Villenueve é sensacional, ele soube construir satisfatoriamente uma linha do tempo totalmente compreensível, ainda que deixe algumas dúvidas para quem não entendeu a proposta do filme. Se você não entendeu de imediato, existem algumas explicações pela internet que podem te ajudar com isso. Elas farão você perceber perfeitamente o cuidado que Villenueve teve com a construção do longa.

À medida que a história atingia o seu clímax, começamos a perceber que todos os clichês de scifi sobre os extraterrestres na terra estavam sendo desfeitos, pois A Chegada quer passar uma mensagem totalmente diferente. É um filme de aliens não sendo um filme de aliens, se é que me entendem. Para mim, é como uma metáfora que representa a importância da interpretação da linguagem, e do quão devastadora pode ser a falta dela.

Amy Adams: Injustiçada pela Academia?

Falando de Amy Adams, que para muitos foi injustiçada pelo Oscar por não ter levado uma indicação. Gosto da atriz, mas não há tanto espaço para que ela dramatize tanto, pois a sua interpretação foi bastante ponderada. Por exemplo, não há cenas que exigem tanta entrega como Marion Cotillard interpretando Edith Piaf em seus últimos dias, ou Natalie Portman deixando de ser uma garotinha boba para se tornar uma mulher obscura em Cisne Negro. Vocês me entendem? Eu acredito que até cabia uma indicação para Adams, mas não é tão incompreensível assim o fato dela ter sido “esquecida” pela Academia.

O filme gira em torno de decisões e linguagem. É sobre comunicação e a importância disso tudo para a nossa humanidade. Vocês imaginam quantos problemas tivemos com a falta de diálogo entre nossos povos? Em um dado momento, Louise diz que uma teoria sustenta que a língua que você fala determina como você pensa, como você enxerga as coisas. Já parou para pensar nisso? Eu tenho certeza que, ao final do filme, você vai ter muita coisa para conversar com as pessoas que partilharam dessa mesma experiência. Não dá para ficar alheio à discussão. Selo Isso É Muito Black Mirror de qualidade.

“Eu pensava que este era o começo da sua história. A memória é uma coisa estranha. Não funciona como eu imaginava. Estamos tão presos pelo tempo, pela sua ordem. Lembro-me de momentos no meio… e este foi o fim. Mas agora não acredito em inícios e fins. Há dias que definem sua história além da sua vida, como o dia em que eles chegaram.”

 

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CRÍTICA | La La Land – Cantando Estações

CRÍTICA | La La Land – Cantando Estações

Novo filme do diretor Damien Chazelle, de Whiplash, La La Land – Cantando Estações é a produção mais comentada dos últimos tempos. Como tudo que ganha o público e as premiações, logo começou a ser tachado de superestimado e hypado. Eu nunca entendi muito bem o sentido disso, mas você sabe que é verdade…

La La Land é sobre Mia, uma aspirante a atriz que trabalha em uma cafeteria nos estúdios Warner, e Sebastian, um pianista talentoso e fã de jazz que sonha em abrir seu próprio estabelecimento. Os dois estão em busca de suas aspirações, enquanto vivem um romance. Pois bem. O filme bebe de muitas fontes, é como um apanhado de inspirações que, quando mescladas e recontextualizadas, não parecem imitações. Dá pra entender? A sensação que tenho, apesar de não entender muito da parte técnica do fazer cinema, é que filmar cenas de musicais em plano sequência não é tarefa fácil. Chazelle faz parecer.

O filme é quase onírico, mistura sonho e realidade o tempo todo. Possui uma estética doce, que lembra os musicais clássicos da era de ouro de Hollywood (mas só lembra, não é nada disso). Com cores vibrantes e uma fotografia de encher os olhos, La La Land impressiona esteticamente falando. O enredo não é muito complexo, mas o desenrolar é inteligente e não parece forçado. Esses dias assisti Sully, novo filme de Clint Eastwood, e consegui perceber, mesmo em uma obra vinda de um diretor tão excepcional, quantos esforços foram feitos para fechar os 90 minutos de filme (o tal acidente do avião no rio Hudson durou 260 segundos).

As cenas musicadas são extremamente bem dirigidas e de muito bom gosto. Particularmente não gosto da ideia de dividir o filme em estações, isso já foi feito muitas vezes. O romance é honesto e, de novo, a melhor coisa do filme. A química entre Emma e Ryan é incrível, e seus personagens foram bastante bem construídos. Mia (personagem de Stone) ainda mais. Inclusive, ela é minha favorita para o Oscar. Nas cenas em que ela está gravando testes, seu talento se sobressai. Eu lembrei muitas vezes de Naomi Watts (injustiçada pela Academia) em Cidade dos Sonhos, do Lynch.

Em relação ao desfecho, que vem dividindo opiniões e interpretações, prefiro não intervir. Há uma explicação óbvia, mas também há outras, tão boas quanto. Ele não veio mastigado e enlatado, é bem mais subjetivo. De uma coisa eu estou certa: City Of Stars vai levar o Oscar de canção original. Eu tô tentando tirar o assobio do Ryan Gosling da minha cabeça há dias.

 

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Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016) | Crítica

Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016) | Crítica

 

Um dos lançamentos teen do ano de 2016 é o filme Nerve – Um Jogo Sem Regras, com a queridinha do momento Emma Roberts de protagonista. O filme se desenvolve em torno de uma garota que está prestes a sair do ensino médio, mas que parece não ter aproveitado bem essa experiência. Muito tímida e reclusa, é constantemente lembrada por sua melhor amiga de que precisa se soltar mais. Ela então resolve começar a participar de um jogo online chamado Nerve, uma espécie de verdade ou conseqüência moderno (mas apenas com a parte da conseqüência). Neste jogo, todos os seus passos e atos são manipulados e observados por uma comunidade anônima de hackers (além dos observadores, que acompanharão cada desafio alcançado).

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Emma Roberts em cena de Nerve – Um Jogo sem Regras (2016)

Acredito que a premissa seja boa e bastante interessante. O desenvolver do filme, apesar de tomar rumos bastante adolescentes, é interessante e certamente cumpre o papel de entreter. A fotografia e a direção também não inovam, mas nos sentimos realmente envolvidos pelo universo do jogo Nerve. A trilha sonora é empolgante e sabe cativar o espectador. Todo o marketing em cima do filme foi muito inteligente, pois tudo o que eu esperei ver acabou sendo abordado pelo longa. A reflexão acerca da exposição na internet e individualismo é bem rasa e infantil, mas é válida.

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Emma Roberts e Dave Franco em Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016)

A forma como que Henry Joost e Ariel Schulman (de Atividade Paranormal) conduziram o longa foi bastante inteligente, especialmente ao explicar a dinâmica do jogo de uma forma bastante interativa, com os chamados “observadores” fazendo filmagens de seus celulares e tablets, dando um ar mais moderninho ao filme. Essa dinâmica também expõe a sociopatia da sociedade ao se esconder atrás de um computador ou celular (nós, que vivenciamos a internet, já sabemos disso).

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Cena de Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016)

O pacotinho teen é entregue de maneira quase que completa quando Nerve – Um Jogo Sem Regras quer passar uma imagem mais cool e descolada, incluindo filmagens de drones, uma fotografia em néon bastante estilizada, tudo embalado por uma trilha sonora techno-pop moderninha. Mas quando Nerve tinha que se mostrar realmente inovador, falhou em muitos aspectos. O final é digno de uma série teen da Nickelodean. Falta coragem para assumir o risco de propor algo diferente. Mas, feito isso, ficou muito mais do que claro que o propósito era oferecer um filme blockbuster adolescente de verão no mercado. E nisso, Nerve – Um Jogo Sem Regras não falha.

 

Curiosidades sobre Nerve – Um Jogo Sem Regras:

– Há uma cena de segundos em que Vee olha um artigo sobre o ator e diretor James Franco, cujo nome é “Ele é tão esperto assim?”, sendo que na vida real, James Franco é irmão de Dave Franco.

– Como a Apple patrocina o filme (um dos grandes patrocinadores de Hollywood), até o monitor na cena em que Vee está presa (aparece no trailer) é aquele que revolucionou os anos 90: o i.Mac da Primeira Geração.

 

CRÍTICA – Esquadrão Suicida: DC decepciona (mais uma vez) .

CRÍTICA – Esquadrão Suicida: DC decepciona (mais uma vez)

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CRÍTICA – Esquadrão Suicida: DC decepciona (mais uma vez)

Vamos lá. Me envolver nessa briguinha de fãs da DC x fãs da Marvel não é fácil. Não sou fã de um e nem de outro, diga-se de passagem. Não leio os quadrinhos de nenhum desses, estou aqui para escrever sobre os filmes apenas. Só pra deixar claro.

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Margot Robbie interpreta Arlequina em Suicide Squad

Esquadrão Suicida (2016) era uma grande promessa para 2016, principalmente pelo eletrizante trailer que foi lançado nas redes sociais em Janeiro de 2016. Confesso, também fiquei muito curiosa pra ver. Tentei duas vezes ir ao cinema assistí-lo na semana de estreia, mas sem sucesso, pois as salas já estavam todas cheias. Acredito que todo esse burburinho se deve ao marketing, que diga-se de passagem, também tem prós e contras.

Os prós: todo o material de divulgação parecia promissor. A montagem do trailer ao som de Bohemian Rhapsody do Queen, as coletivas com os atores e a divulgação nas redes sociais, tudo cooperou para que Esquadrão Suicida fosse sucesso de público, e é inegável que foi um ótimo blockbuster em 2016, quebrando recordes que eram de Guardiões da Galáxia (Marvel, 2014) e arrecadando mais de U$ 135 milhões até agora.

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Suicide Squad (2016)

Os contras: propaganda enganosa. Mais ou menos o que aconteceu com Batman vs Superman. O filme não tem NADA do que foi visto nos trailers, nas propagandas, na internet. É uma confusão só. Parece que tiraram algumas cenas e montaram um filme diferente. É bem estranho, pra se dizer o mínimo.

O filme tem uns cortes tão estranhos que parece que os editores saíram picotando algumas cenas para diminuir o tempo dele. Além disso, a DC parece ter escutado o público quando tentou inserir (de modo muito grotesco, por sinal) um tom mais leve e descontraído, adicionando piadas esquisitas entre uma cena e outra. Ficou extremamente forçado, na minha opinião. Acredito, sim, que a DC precisa aliviar o tom, mas não dessa forma.

A melhor coisa em Suicide Squad são Deadshot (Will Smith) e Arlequina (Margot Robbie). Não gosto do curinga de Jared Leto (que a propósito, mal aparece). A Waller também tem seus momentos, mas isso é mais por causa da atuação brilhante de Viola Davis do que qualquer outro motivo. E essa Enchantress? Na minha opinião, uma péssima antagonista. A forma como ela foi apresentada não me fez detestá-la (ou criar empatia), não me fez torcer para ela se dar mal, não me fez ter medo dela… Não me fez sequer me importar com ela o filme inteiro. E o mesmo vale para o Flag, que pelo visto devia ser um dos personagens principais.

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Will Smith interpreta Deadshot em Suicide Squad

O maior problema de Batman vs Superman não foi o tom sombrio, mas sim, o roteiro fraquíssimo. Tanto que em Esquadrão Suicida o tom empregado foi mais divertido, mas sem um bom roteiro a história não tem força. E assim nasce mais um filme problemático da DC.

Mas tivemos coisas boas também. A trilha sonora é muito amor, a apresentação dos personagens foi caprichada e se você busca entretenimento, Esquadrão Suicida cumpre seu papel. Mas, infelizmente, não passa de mais um filme mediano cheio de problemas.

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CRÍTICA – Como Eu Era Antes de Você (2016) – Vale ou não vale?

[Crítica] Como Eu Era Antes de Você (2016) – Vale ou não vale?

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Como Eu Era Antes de Você – Emilia Clarke , Sam Claflin

Como Eu Era Antes de Você, adaptação do romance escrito por Jojo Moyes, é o mais recente sucesso mundial de bilheteria. As adaptações de filmes românticos estão com tudo nos últimos 15 anos, começando pelas adaptações de Nicholas Sparks, como Um Amor Para Recordar (2002) e O Diário de uma Paixão (2004).

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O filme conta a história de Will (Sam Claflin), um cara rico, bonitão e esportista, que levava uma vida perfeita até sofrer um grave acidente e ficar tetraplégico. A situação o torna extremamente depressivo e mal-humorado, o que preocupa seus pais. (Janet McTeer e Charles Dance). É nesse contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é inserida: ela é contratada para cuidar de Will. De origem simples e com a família passando por dificuldades financeiras, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will.

Para início de conversa, quero deixar claro que não vejo o filme como uma história de amor entre homem e mulher. É possível que Will sinta um amor diferente por Lou, um querer-bem em retribuição ao que ela é para ele. Louisa é uma personagem encantadora, engraçada e muito bem construída. O figurino faz parte da construção da personagem e Emilia Clarke é uma atriz muito expressiva. Parece que Louisa e Emilia são uma pessoa só e não temos a impressão de que está atuando, o que é muito bom. Sam Claflin também está ótimo em sua interpretação, bastante convincente. A escolha de focar mais no desenvolvimento dos dois personagens, à medida que os conhecemos mais, para mim foi muito acertada. O beijo entre os protagonistas acontece bem perto do final do filme, o que para mim foi muito satisfatório. A relação dos dois pode ser vista como uma amizade, um carinho e vontade de se dedicar para ver o outro feliz (o que não deixa de ser amor, mas de uma forma diferente).

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Não focar na relação amorosa de Will e Louisa foi a decisão mais acertada pelos roteiristas. Aliás, a escritora do filme Jojo Moyes elaborou o roteiro, o que pode ser visto como erro ou acerto sob diferentes pontos de vista. Do ponto de vista cinematográfico, o roteirista deve saber fazer cinema. Ele sabe onde encaixar as melhores falas, sabe o timing perfeito, a sincronia de diálogos, etc. O escritor, não familiarizado com o cinema, não tem essa mão. Mas isso pode ser bom para quem leu o livro, porque o filme pode ter muitas semelhanças com ele.

O maior erro aqui é o excesso de pieguice do cinema inglês nos 40 minutos finais. Na verdade, me senti muito incomodada. A trilha sonora fica “pulando de galho em galho” entre uma música e outra (geralmente são músicas de artistas populares, tipo Ed Sheran) com o intuito de ligar a emoção da cena à emoção da música e dar aquele feeling de “bom filme”. Isso fica muito claro para mim e não me emocionou. E sim, eu me emociono com filmes bobos, não sou um robô cult, adoro pieguices.

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O filme funciona na maior parte do tempo. A relação entre os personagens, a leveza com que a direção foi levando os acontecimentos, o alívio cômico da própria protagonista Lou, sua relação com o namorado (que não é Will), a família… É uma experiência que pode ser divertida mesmo para os menos fãs do gênero. Como Eu Era Antes de Você é um filme fofinho e otimista. Vale a pena, se você gostar de romances e for paciente com draminhas sessão da tarde. Eu fui.

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CRÍTICA | Unbreakable Kimmy Schmidt estreia 2ª temporada no Netflix

CRÍTICA | Unbreakable Kimmy Schmidt estreia 2ª temporada no Netflix

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CRÍTICA | Unbreakable Kimmy Schmidt

Unbreakable Kimmy Schmidt estreia segunda temporada na Netflix. A série criada por Tina Fey, sucesso de público e crítica, ganhou uma nova temporada no serviço de streaming Netflix, estreando no mês de abril.

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Estreou na metade do mês de abril a segunda temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt, série de Tina Fey, aclamada produtora e roteirista americana. A série gira em torno de Kimmy, uma mulher que passou 15 anos confinada em um bunker por um pastor que dizia estar salvando ela e outras quatro mulheres do apocalipse. Kimmy Schmidt (Ellie Kemper, de The Office), ao ser resgatada em uma operação policial, ressurge no mundo moderno e decide retomar sua vida na cidade de Nova York, encontrando um lugar totalmente diferente do que imaginava. Ela então inicia uma jornada de muitas descobertas e amadurecimento.

A série continua usando um tom bastante sarcástico e leve, um humor que parece ingênuo, mas não é. Com tiradas rápidas e muitas referências a cultura pop e acontecimentos atuais, a série mantem-se afiada. Tina Fey é uma das melhores produtoras e roteiristas da atualidade, na minha opinião. Ela sabe visualizar e atingir um público específico com muita facilidade ao incorporar esses elementos atuais no roteiro da série, que a meu ver, é o ponto forte de Unbreakleble Kimmy Schmidt.

A série também conta com personagens muito bem construídos, como Jacqueline Voorhees (Jane Krakowski, 30 Rock), que nesta temporada está ainda mais engraçada e autodepreciativa que na primeira. Jaqueline agora está “falida”, conseguindo apenas 12 milhões do marido no divórcio, e não consegue mais manter a vida luxuosa de madame que tinha anteriormente, caindo em depressão. Titus (Tituss Burgess) continua incrível. Um personagem que ganha facilmente o público, mesmo com seu egocentrismo e, muitas vezes, se aproveitando da ingenuidade de Kimmy. Acredito que seja o personagem mais marcante na série. Este papel deu a Tituss Burgess a sua primeira indicação ao Emmy para Melhor Ator Coadjuvante de Comédia ou Musical.

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Aqui tudo é bem pensado, desde os diálogos super afiados até a escolha da trilha sonora, sempre muito nostálgica. O humor é agradável e incorpora assuntos políticos e culturais com muita inteligência. A nova temporada conseguiu superar a primeira e tem todos os elementos para tornar-se a série queridinha da vez. Os episódios são curtos e o tom usado é tão agradável que em pouco tempo é possível assistir a temporada inteira. O problema é que para assistir novos episódios, é preciso esperar mais um ano.

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VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho |Crítica

VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho | Crítica

VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho | Crítica

VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho | Crítica

 

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Sabe aqueles filmes que criam uma atmosfera tão bacana que dá vontade de morar dentro dele? É o que acontece em Voando Alto (Eddie ‘The Eagle’),  filme que eu nem sequer sabia da existência antes de, por acaso, assisti-lo no cinema.  Não conhecia sinopse, elenco, nada. É um daqueles filmes encantadores, que sabem fazer o espectador torcer pela trama, nos envolvendo de tal forma que passamos a torcer para que o filme não termine.

Ele conta a história real de Eddie, um menino desajeitado que sonha em participar dos jogos olímpicos. Ele, desde muito novo, tenta praticar alguns esportes que poderiam levá-lo a realizar este sonho, mas não consegue se encontrar em nada. Ele resolve tornar-se um ski jumper em determinada parte do filme, e é aí que tudo se desenrola. Huck Jackman interpreta o treinador de Eddie, um personagem muito carismático, que também ganha a torcida do público.

Há uma química muito boa entre todos em cena, além do carisma que o filme possui. Todos se correlacionam muito bem, de forma que você às vezes esquece que os relacionamentos estabelecidos no filme são entre atores. Quando um elenco não se dá bem em cena, você senta a falta de afinidade e carisma. Você percebe a falha na execução como um todo, de modo que nas cenas em que se deveria torcer pelos protagonistas você é totalmente indiferente, e nas cenas emotivas, simplesmente não se comove. Quando uma boa relação entre atores x personagens existe, você não só torce, como vibra, chora e sorri espontaneamente. Aliás, foi difícil parar de sorrir durante a sessão.

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O diretor Dexter Fletcher cria uma ambientação nostálgica maravilhosa, o que para mim é um dos pontos de destaque de Voando Alto. A vibe anos 80, com uma trilha sonora animadinha e cenas divertidas, fazem dele um filme totalmente alto astral. Taron Egerton interpreta Eddie com muita verdade e muito êxito na construção do personagem. Acima de tudo, Taron dá conta do fator carisma, algo crucial na interpretação de Eddie, um personagem amado pelo público. Fiquem de olho nesse menino: ele pode nos surpreender ainda mais!

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O filme tem problemas, sim, como a pieguice tantas vezes empregada pelo cinema inglês. Não sei se só eu me incomodo com isso, mas sempre noto que os filmes de comédia ingleses usam um tom muito semelhante na comédia, que às vezes soa muito “brega” ou “já vi algo assim antes”. Isso é um problema, porque tira a beleza da originalidade do filme. Mas esse é um detalhe tão pequeno que para ser honesta, para mim não fez diferença. Voando Alto é um filme inspirador. É engraçado, fofo e cheio de carisma. Arranca sorrisos e lágrimas, como se estivéssemos lá dentro, torcendo por Eddie. Só que estamos aqui do outro lado da tela, com aquele sentimento bom de ter vivenciado um filme encantador.

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Zootopia – Essa Cidade é o Bicho | Crítica

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho | Crítica

Zootopia - Essa Cidade é o Bicho - Disney

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho – Disney

O melhor filme do ano até agora, “Zootopia,” Da Disney Animation’ se passa em uma cidade brilhantemente imaginada onde vivem somente animais, onde a primeira coelha na polícia tenta resolver um crime com a ajuda relutante de uma Raposa.

Uma das melhores ofertas do estúdio irmão Pixar , esta é uma animação muito sofisticada que vai apelar para uma ampla gama de idades , uma parábola sobre o poder feminino e tolerância racial que faz a sua mensagem ser captada de uma forma sutil.

Judy

Judy

Judy a coelha (excelentemente dublado por Ginnifer Goodwin) deixa seus 225 irmãos para trás na exploração agrícola graças a uma iniciativa de inclusão feita pelo prefeito Lionheart (JK Simmons), que está concorrendo à reeleição.

Mas Bogo (Idris Elba), o búfalo , que é o comandante de Judy, não acha que a pequena coelha ( há muitas piadas visuais envolvendo escala dos personagens aqui ) será tão eficaz no combatente ao crime que os animais muito maiores em sua unidade da polícia e então a remaneja para dar multas de estacionamento.

Judy acaba pegando um caso de um mamífero desaparecido , e quando seu comandante lhe dá apenas 48 horas para resolvelo , a coelha utiliza uma tática inteligente para garantir a ajuda da raposa Nick Wilde (Jason Bateman).

Sem dar muito spoiler , mas o filme é extremamente inteligente e consegue encontrar novas maneiras de fazer piada com “O Poderoso Chefão ( 1972 ) ” e ” Chinatown. ‘(1974)”.

Você tambem vai encontrar muitas referências a outros filmes, que vão desde o (Um ratinho encrenqueiro) , (A canção do Sul)’ e a obra-prima da Disney ( Uma Cilada para Roger Rabbit.)

O que é realmente surpreendente ( e totalmente oportuno ) é o quão obscura as coisas, eventualmente, se tornam como um político que usa o medo da maioria dos mamíferos contra a população que é a minoria em Zootopia; os predadores.

Mas não se preocupe, os diretores Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush e sua equipe não deixam se proporcionar um monte de risadas ao longo do caminho, incluindo uma cantora pop esbelta chamada Gazelle (voz de Shakira), que canta mais uma daquelas músicas que grudam da Disney.

“Zootopia ”, se destaca em tantos níveis que está no nivel dos melhores clássicos da Disney.

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