CRÍTICA – Como Eu Era Antes de Você (2016) – Vale ou não vale?


Como Eu Era Antes de Você – Emilia Clarke , Sam Claflin

[Crítica] Como Eu Era Antes de Você (2016) – Vale ou não vale?

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Como Eu Era Antes de Você – Emilia Clarke , Sam Claflin

Como Eu Era Antes de Você, adaptação do romance escrito por Jojo Moyes, é o mais recente sucesso mundial de bilheteria. As adaptações de filmes românticos estão com tudo nos últimos 15 anos, começando pelas adaptações de Nicholas Sparks, como Um Amor Para Recordar (2002) e O Diário de uma Paixão (2004).

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O filme conta a história de Will (Sam Claflin), um cara rico, bonitão e esportista, que levava uma vida perfeita até sofrer um grave acidente e ficar tetraplégico. A situação o torna extremamente depressivo e mal-humorado, o que preocupa seus pais. (Janet McTeer e Charles Dance). É nesse contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é inserida: ela é contratada para cuidar de Will. De origem simples e com a família passando por dificuldades financeiras, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will.

Para início de conversa, quero deixar claro que não vejo o filme como uma história de amor entre homem e mulher. É possível que Will sinta um amor diferente por Lou, um querer-bem em retribuição ao que ela é para ele. Louisa é uma personagem encantadora, engraçada e muito bem construída. O figurino faz parte da construção da personagem e Emilia Clarke é uma atriz muito expressiva. Parece que Louisa e Emilia são uma pessoa só e não temos a impressão de que está atuando, o que é muito bom. Sam Claflin também está ótimo em sua interpretação, bastante convincente. A escolha de focar mais no desenvolvimento dos dois personagens, à medida que os conhecemos mais, para mim foi muito acertada. O beijo entre os protagonistas acontece bem perto do final do filme, o que para mim foi muito satisfatório. A relação dos dois pode ser vista como uma amizade, um carinho e vontade de se dedicar para ver o outro feliz (o que não deixa de ser amor, mas de uma forma diferente).

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Não focar na relação amorosa de Will e Louisa foi a decisão mais acertada pelos roteiristas. Aliás, a escritora do filme Jojo Moyes elaborou o roteiro, o que pode ser visto como erro ou acerto sob diferentes pontos de vista. Do ponto de vista cinematográfico, o roteirista deve saber fazer cinema. Ele sabe onde encaixar as melhores falas, sabe o timing perfeito, a sincronia de diálogos, etc. O escritor, não familiarizado com o cinema, não tem essa mão. Mas isso pode ser bom para quem leu o livro, porque o filme pode ter muitas semelhanças com ele.

O maior erro aqui é o excesso de pieguice do cinema inglês nos 40 minutos finais. Na verdade, me senti muito incomodada. A trilha sonora fica “pulando de galho em galho” entre uma música e outra (geralmente são músicas de artistas populares, tipo Ed Sheran) com o intuito de ligar a emoção da cena à emoção da música e dar aquele feeling de “bom filme”. Isso fica muito claro para mim e não me emocionou. E sim, eu me emociono com filmes bobos, não sou um robô cult, adoro pieguices.

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O filme funciona na maior parte do tempo. A relação entre os personagens, a leveza com que a direção foi levando os acontecimentos, o alívio cômico da própria protagonista Lou, sua relação com o namorado (que não é Will), a família… É uma experiência que pode ser divertida mesmo para os menos fãs do gênero. Como Eu Era Antes de Você é um filme fofinho e otimista. Vale a pena, se você gostar de romances e for paciente com draminhas sessão da tarde. Eu fui.

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