CRÍTICA | Mogli – O Menino Lobo (2016): Uma experiência visualmente surpreendente


CRÍTICA | Mogli – O Menino Lobo (2016): Uma experiência visualmente surpreendente

2095470.jpg-r_x_600-f_jpg-q_x-xxyxx
CRÍTICA | Mogli – O Menino Lobo (2016)

 

Na mais nova adaptação Disney para as telas em 3D, Mogli – O Menino Lobo, desenho clássico de 1967,  foi mantida a essência da história original, acrescida de efeitos especiais de encher os olhos e uma cinematografia super moderna.

Para quem não sabe, a história é sobre um menino que vive na floresta junto com os lobos, sendo encontrado por Bagheera (Ben Kingsley), uma pantera, que acredita que Mogli (Neel Sethi) precisa ter uma família para sua proteção. Bagheera entrega o menino para uma matilha e lá ele é adotado por Akela (Giancarlo Esposito) e pela loba Raksha (Lupita Nyongo) que o considera como filho, enquanto é treinado para sobreviver na selva. Durante a trégua da água, quando a seca chega e todos os animais se juntam em torno do lago para saciarem a sede, o tigre Shere Khan (Idris Elba), que carrega as cicatrizes da maldade humana, aparece para enfrentá-los e questionar a presença de Mogli entre os animais. Khan promete eliminar o menino antes que ele se torne adulto.

mogli_baloo

Em sua jornada, Mogli passará por muitos perigos e aventuras, conhecendo pessoas especiais e outras nem tanto, como uma cobra traiçoeira (Scarlett Johanson) que conta como foi parar na floresta (aliás, essa cena é arrepiante). Além disso, ele encontrará também macacos liderados pelo Rei Louis (Cristopher Walken) e faz amizade com Balu (Bill Murray), um urso preguiçoso que não é só o alívio cômico do filme, mas tem papel importantíssimo no desenvolvimento dele. Com Balu, Mogli entende que a amizade é muito mais que uma troca de favores. A relação entre os dois personagens é um dos pontos fortes do filme.

Em Mogli – O Menino Lobo o que impressiona mesmo são os efeitos visuais. Se possível, assista em 3D e legendado, pois o time de atores responsáveis pelas vozes dos personagens está impecável. O 3D é incrível, a interação de Mogli com os animais foi realizada com perfeição. Em alguns momentos, me senti realmente em uma floresta.

the-jungle-book

Há muitas cenas violentas e o filme também peca por isso. Não é uma produção totalmente infantil, por mais que em muitos momentos pareça. Meio infantil, meio violento, meio musical… O filme não está bem definido, e vejo isso como um erro. Talvez fosse necessário encontrar um público específico, para obter mais sucesso na sua execução. Mas acredito que no quesito “alcance de público” ele já bateu todas as suas metas, pois é sucesso absoluto de público, sendo aclamado pela crítica, além de se tornar atualmente o filme de maior bilheteria do diretor Jon Favreau (Homem de Ferro).

É um bom filme, que emociona, que empolga e traz nostalgia. É dinâmico, bem feito e original, mesmo sendo um remake. O olhar vale a pena.

Leia Nossas Critícas
Previous CRÍTICA | Unbreakable Kimmy Schmidt estreia 2ª temporada no Netflix
Next Assassin's Creed | Assista ao primeiro trailer do filme