FULLER HOUSE (2016) | Nostalgia e humor inocente na Netflix | Crítica


FULLER HOUSE (2016) | Nostalgia e humor inocente na Netflix | Crítica

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Quem não lembra de Três é Demais, a série ainda hoje reprisada pelo SBT, que tinha o tio Jessie cantando músicas quase todo episódio e as gêmeas Olsen interpretando Michelle, uma menininha super esperta e engraçada? Depois de 21 anos a série está de volta e com uma temporada completa já na Netflix. Para quem não lembra, a história de alguns (muitos) anos atrás era basicamente essa: Danny, Jesse e Joey (Bob Saget, Dave Coulier e John Stamos) eram três irmãos solteiros que criavam junto as irmãs D.J, Stephanie e Michelle (Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e Mary-Kate/Ashley Olsen). Era uma série leve, com humor inocente e personagens carismáticos, que era o que vendia nos anos 80/90.

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Elenco original de Três é Demais (Full House) nos anos 80

A série volta partindo de uma premissa parecida com a original, mas agora é DJ quem vai cuidar de três filhos com a ajuda da irmã Stephanie e de Kimmy (Andrea Barber), que substitui as irmãs Olsen já que nenhuma das duas quis se envolver com a produção. Quem acompanhou Três é Demais na infância com certeza ficou curioso para saber qual o motivo de reviverem essa série porque, para isso, o motivo tem que ser muito bom. É perigoso mexer em uma produção (seja filme ou série) de sucesso que já terminou, porque às vezes isso pode acabar estragando algo que não precisava de mais nada. Se acabou, acabou.

A série tenta se sustentar basicamente reprisando episódios antigos usando e abusando de flashbacks, mostrando o antes e depois dos personagens. A nostalgia se faz presente no primeiro episódio com todos os personagens antigos reunidos revivendo seus personagens e dizendo seus bordões de sucesso. Percebemos o quanto o tempo foi generoso com uns, mas nem tanto com outros (é o caso do pai das três meninas, Bob Saget está absolutamente irreconhecível). A sensação é gostosa no início, mas depois a série vai mostrando a que veio: é tentado a todo minuto emplacar piadas e mais piadas, mas que não são engraçadas. O problema do sitcom que não faz rir é que as risadinhas de fundo chegam a irritar, porque você sabe que não aconteceu nada de engraçado ali.

Mas Fuller House também não chega a ser uma série totalmente ruim. Quando os produtores resolveram dar mais destaque ao filho do meio de D.J., Max, que tem um timing perfeito para comédia e absolutamente tudo que ele faz ou é engraçado, ou fofo, ou carismático, tudo começa a melhorar. Confesso que assisti até o último episódio (o que não é difícil, os episódios são curtos) por causa desse garotinho.

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DJ, Stephanie e Kimmy com o novo elenco infantil de FULLER HOUSE

A série tenta resgatar o humor leve e inocente dos anos 80, investindo no carisma dos personagens e na nostalgia dos fãs de Três é Demais. Não há nenhum outro propósito (ou parece não haver) para a série ter voltado, apenas esse. De todo modo, ela funciona como um passatempo despretensioso para quem gosta desse tipo de TV Show, e parece dar certo quando explora os personagens infantis, que são engraçados e possuem carisma. O elenco adulto não impressiona, mas o núcleo infantil é promissor. Se os produtores prestarem atenção nisso, a segunda temporada pode surpreender.

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