LISTA | 10 Filmes com reviravoltas surpreendentes


LISTA | 10 Filmes com reviravoltas surpreendentes

LISTA | 10 Filmes com reviravoltas surpreendentes
LISTA | 10 Filmes com reviravoltas surpreendentes

 

Filmes com finais surpreendentes sempre me ganharam, desde muito nova. Eu sempre admirei esse tipo de produção, pois elas me faziam perder o ar quando acabavam, me tiravam o sono e me deixavam pensando naquilo por dias. Esse é um dos principais motivos que, no início, me fizeram amar o cinema: a capacidade de mexer com o espectador de uma forma tão profunda e genuína.  Um filme para ser bom não precisa necessariamente de uma reviravolta, claro, mas quando elas existem (principalmente as mais inesperadas) eles facilmente me ganham.

Nesse artigo estarei listando os meus favoritos, em ordem crescente, de acordo com o meu gosto e nível de surpresa. O único spoiler dessa lista é a certeza de que, ao final desses 10 filmes, você ficará de boca aberta por alguns segundos. Ah! Não tem Psicose, Os Suspeitos e O Sexto Sentido pelo simples fato de serem escolhas óbvias demais.

10.  O Nevoeiro (2007) – Frank Darabont

Laurie Holden, Thomas Jane and Nathan Gamble star in Frank Darabont's adaptation of Stephen King's The Mist.

Eu te aconselho a assistir O Nevoeiro sem ler a sinopse, ver trailer ou procurar resenhas na internet. Assista sabendo apenas que o desenrolar dele se dá com uma pacata cidade recebendo uma violenta tempestade. Só isso. Não diria que o final contém uma grande reviravolta, mas o que acontece é, no mínimo, desagradável.

9. Desejo e Reparação (2008) – Joe Wright

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Filmes de romance também podem ter reviravoltas surpreendentes. Desejo e Reparação foi uma produção aclamada pela crítica na época de seu lançamento, sendo indicado a vários prêmios e ganhando alguns deles, como o Globo de Ouro de Melhor Filme na categoria Drama. Vencedor do Oscar de melhor trilha sonora (que aliás, é genial e uma das minhas favoritas de sempre). O filme tem duas fases, em épocas diferentes, e é sobre uma história de amor interrompida por um mal entendido.

8.  A Vila (2004) – M. Night Shyamalan

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Eu considero A Vila um dos filmes mais geniais de todos o tempos. Primeiro porque ele cria uma tensão incomum, que diga-se de passagem, não é fácil de encontrar em qualquer filmezinho por aí. Quando mais nova gostava de ver filmes de terror para “sentir medo”. Se ele falhar nesse quesito, trata-se de um filme ruim. Tive a oportunidade de rever A Vila alguns anos depois, e mesmo sabendo tudo que acontecia no final, foi como se fosse a primeira vez. O diretor brinca com a construção do medo e do desconhecido, te deixa questionamentos, cria metáforas e nos presenteia com um belíssimo tapa na cara ao final.

7. Onde Os Fracos Não Tem Vez (2007) – Ethan e Joel Cohen

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Vencedor do Oscar de 2007, No Country For Old Man é um filme tenso, com atuações imperdíveis e uma direção primorosa dos irmãos Cohen, que não sou muito fã, mas aqui tiro o chapéu. O que parecia ser um suspense convencional, ao final e absolutamente do nada, uma reviravolta muda completamente o rumo das coisas. Existem muitas análises interessantíssimas a respeito do filme, mas, para muitos, ele não fez sentido algum. Na verdade, eu até gosto de filmes que não tem um sentido objetivo. Gosto da subjetividade, da possibilidade de várias pessoas absorverem o conteúdo da sua forma.

6. Dogville (2004) – Lars Von Trier

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Dogville é um filme longo, difícil, mas que vale muito a pena. Para mim ele é, de longe, o melhor trabalho do Lars Von Trier. O caráter experimental, a forma como ele foi narrado e o final fazem dele uma experiência única e surpreendente. Eu disse surpreendente, não agradável.

5. Seven – Os Setes Crimes Capitais (1995) – David Fincher 

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Confesse: você ficou revoltada com o final de Seven – Os Sete Crimes Capitais. A primeira obra-prima de David Fincher tem um fim surpreendente, chocante e, no mínimo, agonizante. Ele gira em torno de um serial killer que atribui para cada assassinato, um dos 7 pecados capitais. O filme é precursor de vários outros que começaram a surgir logo após o seu lançamento, tornando-se facilmente um clássico que merece ser visto.

4. Clube da Luta (1991) – David Fincher

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Vai ter dobradinha de David Fincher, sim! É inegável (para se dizer o mínimo) o poder dessas duas produções. Além de marcaram o nome de Fincher na história do cinema, o filme é repleto de ótimas frases de efeito e o final, ah, o final… Vai te deixar muitos questionamentos, disso tenho certeza.

3. Relatos Selvagens (2014) – Damián Szifron

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Com certeza um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Na verdade, não se trata de um, mas vários finais surpreendentes e reviravoltas inimagináveis. O filme reúne várias histórias de pessoas vivendo situações extremas. O roteiro é brilhante e as histórias são muito bem construídas. Cinema argentino de primeira qualidade, vale a pena ser visto e revisto.

2. Os Outros (2001) – Alejandro Amenábar 

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Um clássico. Eu acho que grande parte da população cinéfila mundial já assistiu Os Outros, até porque, na época houve um burburinho grande em cima dele. Sua importância para o cinema, principalmente para o terror (que carece de boas produções) é enorme. O final é surpreendente e muito, muito bem construído. Muitos filmes com grande reviravoltas falham em conter muitos furos na trama, as coisas simplesmente não encaixam. Recomendo que se assista ao filme pelo menos uma segunda vez, e verá a genialidade de sua construção, em cada detalhe. A mão de soltar spoiler chega a tremer.

1 . Cidade dos Sonhos (2001) – David Lynch

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Um dos filmes mais questionados e igualmente incríveis de todos os tempos. Até hoje, levanta mil e uma dúvidas e incertezas. Pra mim, é isso que torna Cidade de Sonhos uma obra tão fascinante. O diretor chegou a dar 10 dicas para entender o filme, com pistas de objetos para prestar atenção. Segundo Lynch, ele nunca vai explicar nenhum de seus filmes.

Não quero estragar a experiência de ninguém. O filme é uma coisa completa. Como na meditação, não se deve adicionar nem retirar nada. Você não sai por aí desenterrando autores mortos e perguntando a eles o que eles quiseram dizer com isso ou aquilo. É preciso descobrir por si próprio. Toda interpretação é válida.”

 

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