Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016) | Crítica


Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016) | Crítica

 

Um dos lançamentos teen do ano de 2016 é o filme Nerve – Um Jogo Sem Regras, com a queridinha do momento Emma Roberts de protagonista. O filme se desenvolve em torno de uma garota que está prestes a sair do ensino médio, mas que parece não ter aproveitado bem essa experiência. Muito tímida e reclusa, é constantemente lembrada por sua melhor amiga de que precisa se soltar mais. Ela então resolve começar a participar de um jogo online chamado Nerve, uma espécie de verdade ou conseqüência moderno (mas apenas com a parte da conseqüência). Neste jogo, todos os seus passos e atos são manipulados e observados por uma comunidade anônima de hackers (além dos observadores, que acompanharão cada desafio alcançado).

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Emma Roberts em cena de Nerve – Um Jogo sem Regras (2016)

Acredito que a premissa seja boa e bastante interessante. O desenvolver do filme, apesar de tomar rumos bastante adolescentes, é interessante e certamente cumpre o papel de entreter. A fotografia e a direção também não inovam, mas nos sentimos realmente envolvidos pelo universo do jogo Nerve. A trilha sonora é empolgante e sabe cativar o espectador. Todo o marketing em cima do filme foi muito inteligente, pois tudo o que eu esperei ver acabou sendo abordado pelo longa. A reflexão acerca da exposição na internet e individualismo é bem rasa e infantil, mas é válida.

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Emma Roberts e Dave Franco em Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016)

A forma como que Henry Joost e Ariel Schulman (de Atividade Paranormal) conduziram o longa foi bastante inteligente, especialmente ao explicar a dinâmica do jogo de uma forma bastante interativa, com os chamados “observadores” fazendo filmagens de seus celulares e tablets, dando um ar mais moderninho ao filme. Essa dinâmica também expõe a sociopatia da sociedade ao se esconder atrás de um computador ou celular (nós, que vivenciamos a internet, já sabemos disso).

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Cena de Nerve – Um Jogo Sem Regras (2016)

O pacotinho teen é entregue de maneira quase que completa quando Nerve – Um Jogo Sem Regras quer passar uma imagem mais cool e descolada, incluindo filmagens de drones, uma fotografia em néon bastante estilizada, tudo embalado por uma trilha sonora techno-pop moderninha. Mas quando Nerve tinha que se mostrar realmente inovador, falhou em muitos aspectos. O final é digno de uma série teen da Nickelodean. Falta coragem para assumir o risco de propor algo diferente. Mas, feito isso, ficou muito mais do que claro que o propósito era oferecer um filme blockbuster adolescente de verão no mercado. E nisso, Nerve – Um Jogo Sem Regras não falha.

 

Curiosidades sobre Nerve – Um Jogo Sem Regras:

– Há uma cena de segundos em que Vee olha um artigo sobre o ator e diretor James Franco, cujo nome é “Ele é tão esperto assim?”, sendo que na vida real, James Franco é irmão de Dave Franco.

– Como a Apple patrocina o filme (um dos grandes patrocinadores de Hollywood), até o monitor na cena em que Vee está presa (aparece no trailer) é aquele que revolucionou os anos 90: o i.Mac da Primeira Geração.

 

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