CRÍTICA – Esquadrão Suicida: DC decepciona (mais uma vez) .

CRÍTICA – Esquadrão Suicida: DC decepciona (mais uma vez)

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CRÍTICA – Esquadrão Suicida: DC decepciona (mais uma vez)

Vamos lá. Me envolver nessa briguinha de fãs da DC x fãs da Marvel não é fácil. Não sou fã de um e nem de outro, diga-se de passagem. Não leio os quadrinhos de nenhum desses, estou aqui para escrever sobre os filmes apenas. Só pra deixar claro.

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Margot Robbie interpreta Arlequina em Suicide Squad

Esquadrão Suicida (2016) era uma grande promessa para 2016, principalmente pelo eletrizante trailer que foi lançado nas redes sociais em Janeiro de 2016. Confesso, também fiquei muito curiosa pra ver. Tentei duas vezes ir ao cinema assistí-lo na semana de estreia, mas sem sucesso, pois as salas já estavam todas cheias. Acredito que todo esse burburinho se deve ao marketing, que diga-se de passagem, também tem prós e contras.

Os prós: todo o material de divulgação parecia promissor. A montagem do trailer ao som de Bohemian Rhapsody do Queen, as coletivas com os atores e a divulgação nas redes sociais, tudo cooperou para que Esquadrão Suicida fosse sucesso de público, e é inegável que foi um ótimo blockbuster em 2016, quebrando recordes que eram de Guardiões da Galáxia (Marvel, 2014) e arrecadando mais de U$ 135 milhões até agora.

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Suicide Squad (2016)

Os contras: propaganda enganosa. Mais ou menos o que aconteceu com Batman vs Superman. O filme não tem NADA do que foi visto nos trailers, nas propagandas, na internet. É uma confusão só. Parece que tiraram algumas cenas e montaram um filme diferente. É bem estranho, pra se dizer o mínimo.

O filme tem uns cortes tão estranhos que parece que os editores saíram picotando algumas cenas para diminuir o tempo dele. Além disso, a DC parece ter escutado o público quando tentou inserir (de modo muito grotesco, por sinal) um tom mais leve e descontraído, adicionando piadas esquisitas entre uma cena e outra. Ficou extremamente forçado, na minha opinião. Acredito, sim, que a DC precisa aliviar o tom, mas não dessa forma.

A melhor coisa em Suicide Squad são Deadshot (Will Smith) e Arlequina (Margot Robbie). Não gosto do curinga de Jared Leto (que a propósito, mal aparece). A Waller também tem seus momentos, mas isso é mais por causa da atuação brilhante de Viola Davis do que qualquer outro motivo. E essa Enchantress? Na minha opinião, uma péssima antagonista. A forma como ela foi apresentada não me fez detestá-la (ou criar empatia), não me fez torcer para ela se dar mal, não me fez ter medo dela… Não me fez sequer me importar com ela o filme inteiro. E o mesmo vale para o Flag, que pelo visto devia ser um dos personagens principais.

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Will Smith interpreta Deadshot em Suicide Squad

O maior problema de Batman vs Superman não foi o tom sombrio, mas sim, o roteiro fraquíssimo. Tanto que em Esquadrão Suicida o tom empregado foi mais divertido, mas sem um bom roteiro a história não tem força. E assim nasce mais um filme problemático da DC.

Mas tivemos coisas boas também. A trilha sonora é muito amor, a apresentação dos personagens foi caprichada e se você busca entretenimento, Esquadrão Suicida cumpre seu papel. Mas, infelizmente, não passa de mais um filme mediano cheio de problemas.

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Zootopia – Essa Cidade é o Bicho | Crítica

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho | Crítica

Zootopia - Essa Cidade é o Bicho - Disney

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho – Disney

O melhor filme do ano até agora, “Zootopia,” Da Disney Animation’ se passa em uma cidade brilhantemente imaginada onde vivem somente animais, onde a primeira coelha na polícia tenta resolver um crime com a ajuda relutante de uma Raposa.

Uma das melhores ofertas do estúdio irmão Pixar , esta é uma animação muito sofisticada que vai apelar para uma ampla gama de idades , uma parábola sobre o poder feminino e tolerância racial que faz a sua mensagem ser captada de uma forma sutil.

Judy

Judy

Judy a coelha (excelentemente dublado por Ginnifer Goodwin) deixa seus 225 irmãos para trás na exploração agrícola graças a uma iniciativa de inclusão feita pelo prefeito Lionheart (JK Simmons), que está concorrendo à reeleição.

Mas Bogo (Idris Elba), o búfalo , que é o comandante de Judy, não acha que a pequena coelha ( há muitas piadas visuais envolvendo escala dos personagens aqui ) será tão eficaz no combatente ao crime que os animais muito maiores em sua unidade da polícia e então a remaneja para dar multas de estacionamento.

Judy acaba pegando um caso de um mamífero desaparecido , e quando seu comandante lhe dá apenas 48 horas para resolvelo , a coelha utiliza uma tática inteligente para garantir a ajuda da raposa Nick Wilde (Jason Bateman).

Sem dar muito spoiler , mas o filme é extremamente inteligente e consegue encontrar novas maneiras de fazer piada com “O Poderoso Chefão ( 1972 ) ” e ” Chinatown. ‘(1974)”.

Você tambem vai encontrar muitas referências a outros filmes, que vão desde o (Um ratinho encrenqueiro) , (A canção do Sul)’ e a obra-prima da Disney ( Uma Cilada para Roger Rabbit.)

O que é realmente surpreendente ( e totalmente oportuno ) é o quão obscura as coisas, eventualmente, se tornam como um político que usa o medo da maioria dos mamíferos contra a população que é a minoria em Zootopia; os predadores.

Mas não se preocupe, os diretores Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush e sua equipe não deixam se proporcionar um monte de risadas ao longo do caminho, incluindo uma cantora pop esbelta chamada Gazelle (voz de Shakira), que canta mais uma daquelas músicas que grudam da Disney.

“Zootopia ”, se destaca em tantos níveis que está no nivel dos melhores clássicos da Disney.

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A BRUXA (2015) | O terror além dos sustos | Crítica

Crítica – A Bruxa (2015)

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Crítica – A Bruxa (2015)

Vamos começar deixando bem claro: A Bruxa não é um blockbuster, não se trata de um terror convencional que dá sustos e reproduz aquelas cenas clássicas que todo mundo já está cansado de ver e adivinhar o que acontece. Não vá pensando que será entretenimento fácil, pois você pode se decepcionar bastante. É cheio de metáforas, é pesado, sem escrúpulos e bastante intrigante. Nos dias de hoje, filmes de terror realmente inovadores estão cada vez mais raros. É totalmente compreensível e igualmente animador que A Bruxa, filme de Robert Eggers, tenha chamado a atenção não só do público, mas dos festivais de cinema também. Robert Eggers levou o prêmio de Melhor Diretor em Sundance, o que considero bastante merecido.

Eggers conseguiu criar uma ambientação que eu considero perfeita: soturna, com filtro acinzentado, nevoeiro, floresta de árvores enormes e trilha sonora arrepiante. Ouvi gente dizendo que o filme foi vendido de forma errada, com um trailer que sugeria um desenrolar totalmente diferente, algo que não concordo: eu notei, no primeiro olhar, que havia algo único e especial neste filme assim que assisti ao trailer.

Ele se passa em 1630, época em que o Cristianismo era uma obrigação à todas as famílias. Nessa época, qualquer desvirtuação dos padrões cristãos significaria morte, sofrimento e exclusão. O longa tem início com a família (irei chamá-los apenas assim, pois seus sobrenomes não são ditos) sendo expulsa da vila em que moravam, mas não sabemos o motivo. O desenrolar do filme se dá com seus integrantes indo morar em uma casa totalmente isolada e distante da sociedade, dentro de uma enorme e macabra floresta.

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Cena de A Bruxa, filme de Robert Eggers (2015)

A Bruxa aborda questões como extremismo religioso, o papel da mulher na sociedade, o medo do desconhecido, as liberdades sexuais…. São muitas interpretações. Não é corriqueiro encontrarmos filmes de terror que abordem tantos assuntos, e sejam tão fortes em suas simbologias. O diretor mergulha no universo dos contos de bruxas e da filosofia Wicca, evidenciando símbolos como o coelho, que significa transformação, e uma cabra, que simboliza libido, fecundidade. Acredito que a relação feminino x igreja seja o pilar que sustenta o desenvolvimento do filme.

Entre os atores, quem brilha é Anya Taylor-Joy com sua interpretação de Thomasin, uma personagem que já tem seu lugar em minha lista de memoráveis. A entrega da jovem atriz ao papel é admirável, e eu espero vê-la brilhar ainda mais em outras interpretações.  Thomasin questiona, o tempo todo, seu valor para a família além de lavar as roupas do pai, cuidar dos irmãos e tirar leite de cabras. Apesar de toda a dedicação que tem com todos, recai sobre ela a culpa de todos os problemas que acontecem. A todo momento ela se inferioriza e questiona suas vontades, que ao que indica, vão contra os princípios religiosos da família. Harvey Scrimshaw, que interpreta Caleb, também tem seus bons momentos no filme.

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Thomasin, personagem de Anya Taylor-Joy

A maneira que a edição foi conduzida é mais um ponto positivo, além da fotografia, que é belíssima. Não há explicações dialogadas, algo que gosto bastante, pois sinto que a inteligência do espectador é meio que questionada quando elas existem. O ritmo da direção é lento e isso algumas vezes incomoda, mas para o resultado final, a sutileza dos detalhes fazem a diferença. Em alguns momentos, percebo que o modo de dirigir de Eggers bebe da fonte de Bergman, Shyamalan e um pouco da fase boa do Lars von Trier. Vi pessoas destacando as semelhanças do estilo de Eggers e Von Trier, e até consigo vê-las, mas há algo que os diferencia: Eggers não é tão pretensioso e soube chocar o espectador de uma forma muito mais natural, sem fazer tanto esforço. É preciso talento para isso!

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Difícil escrever sem soltar spoilers, pois acabo de sair da sessão de cinema e ele está bem fresco na memória. Sinto quase que uma necessidade de usar exemplos para fazer uma análise mais detalhada, pois assim consigo “digerir” melhor o que foi visto, mas não quero estragar a experiência de ninguém. Tudo que posso dizer é que A Bruxa é um filme imperdível, que vai além da estrutura convencional de filmes de terror, já tão massificada. É do tipo que deixa o espectador apreensivo e igualmente fascinado com a trama, te imergindo totalmente naquele universo. O final é de arrepiar. Para mim, um dos lançamentos do ano.

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