THE FLASH | UM NOVO FÃ DE BARRY ALLEN


Eu não sou leitor dos quadrinhos, nem da Marvel e nem da DC, e por isso desconheço muitas histórias e poderes dos personagens. Tanto é que toda vez que alguém comentava comigo sobre o Flash, eu sempre respondia “Mas gente, qual a graça nele? É só um cara que corre rápido!”. Aposto que muitas pessoas ainda devem pensar assim, mas eu digo que basta um único episódio da série The Flash para mudarem de ideia.

De fato o Flash “só” tem supervelocidade, mas as coisas que ele pode fazer com ela são demais, ultrapassam o limite do incrível! Paguei minha língua, e hoje recomendo o seriado. Mas não vim falar da série. Vim falar de Barry Allen e do por que me tornei fã do herói.

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Barry Allen/Flash (Grant Gustin)

Grant Gustin é perfeito como Barry/Flash. Não cheguei a ver a sua atuação em Glee (só descobri isso ao pesquisar sobre o ator após um episódio no qual ele arrasa no karaokê, haha), mas como o homem mais rápido do mundo, está sensacional!

Apesar da tragédia em sua família (sua mãe é assassinada por um homem de traje amarelo superveloz e a culpa cai em seu pai, que acaba preso), Barry é carismático, sorridente, um excelente amigo, e sempre enxerga o que há de melhor nas pessoas. Ele é responsável por grande parte das cenas cômicas da série, mas também protagoniza as cenas mais emocionantes.

Embora The Flash, como toda série, apresente um drama romântico (neste caso, envolvendo o protagonista e sua tão amada irmã de criação, Iris West), o que mais me encanta nessa questão emocional é a amizade entre Barry e seus dois pais. As conversas sinceras que tem com Joe West e Henry Allen são belíssimas e de tocar o coração.

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O interessante é acompanhar o amadurecimento de Barry, tanto como homem quanto como herói. Durante toda a primeira temporada, é exigido que ele confronte a si mesmo e enfrente suas fraquezas interiores, não só para conseguir vencer os vilões, mas também para lidar com seus problemas pessoais e entender que nem sempre é possível ter o que se deseja, mesmo sendo agraciado com superpoderes.

As diferentes formas de como ele vai descobrindo o que pode fazer com sua habilidade se dão de forma natural, sem atropelar a história ou forçar um desenvolvimento ilógico, sempre por causa do surgimento de um novo inimigo em Central City. De soco supersônico a atravessar objetos sólidos (sim, ele pode atravessar parede! Eu fiquei “what?!”), Flash vai se tornando de pouco em pouco a lenda que algum dia está destinado a ser.

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No episódio piloto, Barry chega a pedir conselho para Oliver Queen (temos vários crossovers ao longo da série para a felicidade geral geek!) sobre como ser um herói. Comparar esse Barry tão inseguro com o Flash da Season Finale e lembrar de toda a trajetória, erros e acertos, só mostra como a série caminhou bem e construiu de modo digno a evolução do personagem.

Na SF, ele precisa tomar a decisão mais difícil de sua vida. Pensa, repensa, pede opinião dos outros. Mas no fim, ele sabe que a decisão só cabe a ele e precisa ter coragem para tal. É divertido, aliás, além de assistir o drama do personagem, parar pra refletir o que você faria se estivesse naquela posição.

Falando em Arrow, outro ponto que gostei muito nesse processo de amadurecimento é como Barry acaba percebendo que é um herói diferente do Arqueiro Verde, no qual antes se espelhava. Ambos são heróis, mas cada um com seus métodos, suas preocupações, seus valores e bagagem. São ótimos parceiros, o que não significa que precisam trabalhar ou pensar de forma igual. Acho que a combinação é muito legal justamente por esse contraste entre os dois.

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Só porque estava tentando não me viciar em mais nenhum herói, agora o Flash ganhou um novo fã. E tenho certeza de que pode ganhar muitos outros ainda.

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  • Pitada de cinema e leitura

    Oi Yud! Vim aqui na sua postagem através da indicação da Marina do Blog “31 de março”! Poxa, gostei muito da sua percepção em torno do Barry Allen, eu também amo esse personagem, principalmente por que, apesar de ele possuir poderes, antes de tudo, mostra que ele também é um ser humano com suas limitações e dificuldades e a todo momento ele é confrontado por suas decisões e escolhas, esse é um dos fatores que me encantou nesse personagem, por que ele tem um lado humano muito bonito! Adorei o seu blog!

    beijos,

    Jéssica Patrício – pitadadecinemaeleitura.blogspot.com.br

  • Oi Yud! Então, não comentei a primeira vez que estive aqui, mas queria dizer que gostei muito da sua análise da série. Compartilho dessa visão de que é muito interessante ver a evolução do personagem, também acho muito maneiro o contraste entre o Flash e o Arrow. São diferentes, mas nem por isso deixam de ser heróis.

    Aliás, eu indiquei seu review em um post meu, de indicação de links. Se quiser ver, o link é Link Party – Os melhores links da quinzena #3.

    Até mais!