VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho |Crítica


VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho | Crítica

VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho | Crítica
VOANDO ALTO (2016) | Uma divertida jornada rumo ao sonho | Crítica

 

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Sabe aqueles filmes que criam uma atmosfera tão bacana que dá vontade de morar dentro dele? É o que acontece em Voando Alto (Eddie ‘The Eagle’),  filme que eu nem sequer sabia da existência antes de, por acaso, assisti-lo no cinema.  Não conhecia sinopse, elenco, nada. É um daqueles filmes encantadores, que sabem fazer o espectador torcer pela trama, nos envolvendo de tal forma que passamos a torcer para que o filme não termine.

Ele conta a história real de Eddie, um menino desajeitado que sonha em participar dos jogos olímpicos. Ele, desde muito novo, tenta praticar alguns esportes que poderiam levá-lo a realizar este sonho, mas não consegue se encontrar em nada. Ele resolve tornar-se um ski jumper em determinada parte do filme, e é aí que tudo se desenrola. Huck Jackman interpreta o treinador de Eddie, um personagem muito carismático, que também ganha a torcida do público.

Há uma química muito boa entre todos em cena, além do carisma que o filme possui. Todos se correlacionam muito bem, de forma que você às vezes esquece que os relacionamentos estabelecidos no filme são entre atores. Quando um elenco não se dá bem em cena, você senta a falta de afinidade e carisma. Você percebe a falha na execução como um todo, de modo que nas cenas em que se deveria torcer pelos protagonistas você é totalmente indiferente, e nas cenas emotivas, simplesmente não se comove. Quando uma boa relação entre atores x personagens existe, você não só torce, como vibra, chora e sorri espontaneamente. Aliás, foi difícil parar de sorrir durante a sessão.

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O diretor Dexter Fletcher cria uma ambientação nostálgica maravilhosa, o que para mim é um dos pontos de destaque de Voando Alto. A vibe anos 80, com uma trilha sonora animadinha e cenas divertidas, fazem dele um filme totalmente alto astral. Taron Egerton interpreta Eddie com muita verdade e muito êxito na construção do personagem. Acima de tudo, Taron dá conta do fator carisma, algo crucial na interpretação de Eddie, um personagem amado pelo público. Fiquem de olho nesse menino: ele pode nos surpreender ainda mais!

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O filme tem problemas, sim, como a pieguice tantas vezes empregada pelo cinema inglês. Não sei se só eu me incomodo com isso, mas sempre noto que os filmes de comédia ingleses usam um tom muito semelhante na comédia, que às vezes soa muito “brega” ou “já vi algo assim antes”. Isso é um problema, porque tira a beleza da originalidade do filme. Mas esse é um detalhe tão pequeno que para ser honesta, para mim não fez diferença. Voando Alto é um filme inspirador. É engraçado, fofo e cheio de carisma. Arranca sorrisos e lágrimas, como se estivéssemos lá dentro, torcendo por Eddie. Só que estamos aqui do outro lado da tela, com aquele sentimento bom de ter vivenciado um filme encantador.

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